Flávio Bolsonaro chega ao Bahrein, é recebido como chefe de Estado e avança agenda de reset da política externa no Oriente Médio

O senador Flávio Bolsonaro deu continuidade à sua agenda no Oriente Médio e chegou ao Bahrein, onde foi recebido com honras de chefe de Estado no terminal do aeroporto reservado à família real. Flávio estava acompanhado de Eduardo Bolsonaro, que organizou a visita e mantém relações consolidadas com autoridades do mundo árabe, e encontrou-se no país com os deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União-SE).

Ainda no primeiro dia, Flávio e Eduardo Bolsonaro foram convidados para um jantar privado no palácio do príncipe Sheikh Khaled bin Hamad Al Khalifa, uma das principais lideranças do Bahrein. Durante o encontro, o príncipe perguntou sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro e demonstrou solidariedade à sua situação, em uma conversa descrita como longa e cordial.

Na sexta-feira — dia sagrado de descanso no mundo muçulmano — o senador e sua comitiva foram convidados para um almoço típico na residência de Hasan Ebrahim, membro do Conselho dos Representantes do Bahrein, como parte da programação diplomática da visita.

A visita integra uma série de viagens organizadas para preparar o que Flávio Bolsonaro promete ser um “reset” da política externa brasileira para o Oriente Médio após sua eleição à Presidência da República, com foco em reaproximação diplomática, comércio e alinhamento estratégico com países moderados da região.

Flávio fez críticas diretas à condução atual da política externa brasileira. “A política externa do Lula para o Oriente Médio é o pior dos mundos: antisemita e, ao mesmo tempo, afasta nossos parceiros comerciais muçulmanos desenvolvidos. Enquanto bajula o Irã e grupos terroristas, nossos parceiros ficam esquecidos”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro destacou o potencial econômico da região e a relevância estratégica para o Brasil. “As pessoas não têm ideia do potencial que temos aqui. Da mesma forma que fizemos no primeiro governo, estamos preparando o terreno para uma enxurrada de investimentos assim que Flávio tomar posse”, disse.

Além de ser um dos principais hubs financeiros do Oriente Médio e potência industrial em setores como o alumínio, o Bahrein e países da região são estratégicos para a segurança do agronegócio brasileiro, especialmente no fornecimento de fertilizantes. O tema foi tratado como prioridade nas conversas, diante da necessidade de reduzir a dependência do Brasil de fornecedores instáveis, como a Rússia, e garantir previsibilidade ao agro nacional.

Durante o governo Jair Bolsonaro, as exportações brasileiras para o Bahrein atingiram patamares elevados. Sob o governo Lula, esse volume caiu para quase a metade.

No domingo, com o fim do fim de semana no mundo árabe, a comitiva seguirá com reuniões previstas com diversas autoridades locais, dando continuidade à agenda internacional do senador.

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