O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma nota pública em que critica o posicionamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante das ações atribuídas ao regime iraniano. No texto, o parlamentar afirma que a postura adotada pelo Palácio do Planalto representaria um alinhamento político inadequado em meio a um conflito internacional considerado grave.
Na manifestação, Flávio sustenta que o Irã não atua como agente neutro no cenário global e aponta acusações recorrentes feitas por governos ocidentais e por países da região do Oriente Médio, como o suposto financiamento a organizações classificadas como terroristas, declarações hostis contra Estados Unidos e Israel e a manutenção de um programa nuclear com finalidade militar. Ele também menciona denúncias internacionais sobre repressão interna e violações de direitos humanos.
O senador argumenta ainda que o Brasil não deveria assumir protagonismo em disputas regionais fora de sua esfera direta de interesse, defendendo que a política externa brasileira deve adotar prudência e clareza. Segundo ele, neutralidade não deve significar complacência diante de regimes acusados de promover instabilidade.
Na mesma nota, Flávio Bolsonaro registra solidariedade aos Emirados Árabes Unidos e ao Reino do Bahrein, países com os quais o Brasil mantém relações comerciais e diálogo institucional. Ele afirma que essas nações teriam sido alvo de ataques atribuídos ao governo iraniano.
A seguir, a íntegra da nota divulgada pelo senador e pré-candidato à Presidência:
NOTA DE REPÚDIO A LULA
🇧🇷 O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo.
O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apóia organizações terroristas, que grita publicamente “morte à América”, que defende abertamente “varrer Israel do mapa” e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região.
O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.
Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente.
Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento.





