Flávio indaga uso de verba pública em desfile de Lula

Em vídeo, pré-candidato à Presidência fala em desvio de finalidade e levanta suspeitas sobre favorecimento político

O senador Flávio Bolsonaro criticou nesta segunda-feira, 16, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro e acusou o evento de servir como “campanha antecipada” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que houve uso de dinheiro público para promover o petista durante o Carnaval. Ele também disse que manifestações religiosas teriam sido alvo de desrespeito na Marquês de Sapucaí e levantou dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento das escolas.

Flávio direcionou a crítica a eleitores que não se identificam nem com Lula nem com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador indagou se contribuintes ficaram satisfeitos ao ver recursos públicos sendo usados, segundo ele, para exaltar politicamente o atual presidente. “Democracia forte não é a que escolhe alvos, é a que trata todos com a mesma medida”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, houve manifestação explícita em favor de Lula durante o desfile, o que caracterizaria desvio de finalidade em um evento financiado com verba estatal.

O senador também afirmou que símbolos cristãos teriam sido retratados de forma ofensiva na avenida. Ele mencionou pastores, padres e igrejas como alvos de “chacota” e perguntou se fiéis estariam satisfeitos com o que foi exibido no desfile. Na avaliação dele, a fé foi utilizada de maneira inadequada em um evento público.

Por fim, o parlamentar levantou suspeitas sobre a atuação dos jurados. Segundo ele, haveria risco de notas elevadas para favorecer determinada narrativa política e beneficiar o atual presidente. Flávio concluiu afirmando que o país não pode aceitar privilégios nem tratamento desigual diante da lei.

Flávio Bolsonaro vai acionar TSE contra desfile de Lula

Também nesta segunda-feira, o pré-candidato à Presidência da República informou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, apresentado na noite deste domingo, 15, na Marquês de Sapucaí. A escola levou para a avenida um enredo dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiu referências críticas a adversários políticos do petista.

Flávio afirmou nas redes sociais que houve uso de recursos públicos para promover ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à “instituição família”. De acordo com o senador, a representação extrapolou o campo artístico e teria implicações eleitorais. A equipe do senador prepara a medida judicial para protocolar nos próximos dias.

O desfile trouxe alegorias que retrataram Bolsonaro como palhaço em dois momentos distintos da apresentação — na comissão de frente, com faixa presidencial, e no encerramento, caracterizado como “Bozo”, com tornozeleira eletrônica danificada. Também houve encenação que envolveu o ex-presidente Michel Temer.

Outro ponto que gerou reação foi a ala batizada de “neoconservadores em conserva”. A fantasia remetia a uma lata com o desenho de uma família formada por homem, mulher e dois filhos. No material explicativo distribuído pela agremiação, o grupo foi descrito como símbolo de setores que fazem oposição ao governo Lula, com referências a representantes do agronegócio, segmentos religiosos evangélicos, defensores do regime militar e figuras associadas à elite econômica.

O enredo, intitulado Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, percorreu a trajetória política do petista e evitou temas delicados de sua biografia, como os processos de corrupção que marcaram mandatos anteriores.

Crédito Revista Oeste

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