Medicamentos e produtos são destinados ao tratamento de pacientes em hemodiálise
O ministro Alexandre Padilha, titular da Saúde, informou nesta quinta-feira, 8, que o governo Lula vai entregar 40 toneladas de medicamentos e insumos médicos à Venezuela. O material será transportado por aeronave venezuelana do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta sexta-feira, 9.
Segundo Padilha, os medicamentos são destinados ao tratamento com hemodiálise de 16 mil pacientes no país vizinho. O ministro disse que a destinação dos insumos não afeta a oferta de hemodiálise aos cerca de 170 mil brasileiros atendidos pelo SUS.
Ao todo, 300 toneladas de suprimentos já foram reunidas para apoiar o sistema de saúde venezuelano. Trata-se de resposta a pedido da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), agência de saúde da ONU.
O ministro de Lula disse que a iniciativa reflete um compromisso com “a solidariedade regional” e citou o envio de oxigênio pelo governo venezuelano a Manaus durante a pandemia de covid-19. “É também um gesto de gratidão”, afirmou o ministro. Segundo ele, eventual colapso no tratamento venezuelano teria impactos no Brasil.
Ações e segurança na fronteira com a Venezuela
Além dos insumos médicos, equipes da Força Nacional do SUS foram enviadas a Roraima com o objetivo de avaliar as condições das estruturas de saúde nas áreas de fronteira e reduzir possíveis consequências no atendimento à população local.
O ministro declarou na quarta-feira 7 que o Brasil segue monitorando a situação e mantém planos de contingência, embora não tenha registrado aumento no fluxo migratório até o momento.
A vigilância e o controle da fronteira norte do país permanecem sob responsabilidade das Forças Armadas. De acordo com integrantes do setor de Defesa, a presença militar na região foi ampliada em 2023, depois de ameaças do governo venezuelano durante a crise envolvendo a Guiana.
Naquele período, houve mobilização de blindados, armas e de um efetivo entre 10 mil e 12 mil militares, mas o reforço foi pontual e a postura defensiva foi mantida. O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou no sábado 3 que a situação na fronteira com a Venezuela está “tranquila”.





