Governo Lula libera R$ 1,5 bilhão em emendas no início de 2026

Valor é o maior para o período desde 2016 e ocorre em ano eleitoral, com promessa de acelerar pagamentos

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro deste ano. É o maior valor liberado no período desde o início da série histórica, em 2016. O pagamento recorde ocorre em ano eleitoral e sob promessa do Palácio do Planalto de acelerar a liberação de recursos indicados por deputados e senadores.

O levantamento é do jornal Folha de S.Paulo. Segundo os dados, o valor supera mais que o dobro dos R$ 634,5 milhões pagos no mesmo intervalo de 2025, em valores corrigidos pela inflação. Até então, o maior volume havia ocorrido 2021, com cerca de R$ 770 milhões desembolsados.

O levantamento considerou dados do painel Siga Brasil, da Consultoria de Orçamentos do Senado Federal. Ele analisou valores pagos entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro. A verba refere-se a indicações de anos anteriores inscritas em restos a pagar.

No ano passado, a gestão petista recebeu reclamações na base pela baixa execução desses recursos. A situação mudou, porém, depois que o Planalto prometeu executar as emendas de 2025 até dezembro. Cerca de 97% do valor foi empenhado, o que acelerou em 2026 o pagamento das indicações do ano anterior.

Governo Lula: pagamentos de emendas em ano eleitoral

Para este ano, com eleições em outubro, a LDO determina que o governo pague 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até o fim de junho. Além disso, quando uma emenda destinada a obra tem liberação antes do período eleitoral, o Executivo pode continuar pagando depois.

Apesar disso, o Planalto ainda não iniciou a liberação das emendas de 2026. Até 6 de fevereiro, priorizou quitar valores travados de anos anteriores. Cerca de R$ 1 bilhão em pagamentos é de emendas de 2025, R$ 180 milhões de 2024 e R$ 103 milhões de 2023.

As emendas consumiram cerca de 22% do Orçamento discricionário de 2025. Em 2026, no entanto, as emendas devem responder por mais de um terço da verba de cinco ministérios. No Turismo, o controle chega a 68,7% dos recursos discricionários.

Crédito Revista Oeste

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