Ministro acusa oposição de “espalhar desinformação” e afirma que maioria dos celulares é fabricada na Zona Franca de Manaus
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alega que o aumento do imposto de importação sobre celulares e eletrônicos não vai encarecer produtos no Brasil. Segundo ele, a medida tem caráter exclusivamente regulatório.
A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, que elevou as alíquotas para cerca de mil itens, incluindo smartphones, bens de informática, telecomunicações e equipamentos eletrônicos. A previsão é arrecadar R$ 14 bilhões neste ano.
Haddad afirma que mais de 90% dos celulares consumidos no país são produzidos na Zona Franca de Manaus. “Não tem nada a ver com aumento de preço”, disse. Ele declarou que não houve análise de impacto, porque o objetivo é proteger a indústria instalada no Brasil.
Medida protege indústria nacional, diz Haddad
O ministro acusa a oposição de espalhar informações falsas sobre possível encarecimento dos produtos. Segundo ele, a medida impede que empresas estrangeiras concorram com fabricantes locais por meio de “subterfúgios”.
De acordo com Haddad, produtos sem similar nacional poderão ter o imposto zerado a qualquer momento. Empresas que não produzem no Brasil terão alíquota entre 5% e 9%.
O governo informa que houve alta de 33,4% nas importações desses itens desde 2022. A participação de produtos estrangeiros no consumo nacional superou 45% até dezembro do ano passado.
Em nota técnica, o Ministério da Fazenda afirma que esses níveis “ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva” e provocar regressão produtiva e tecnológica. Haddad concluiu que a medida busca fortalecer a economia interna e preservar empregos, sem impacto ao consumidor final.





