Operação estima que grupo tenha movimentado mais de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas
A coluna revela com exclusividade quem é o novo alvo da Operação Overclean: trata-se de Bruno Barral (foto em destaque), atual secretário de Educação de Belo Horizonte. Ele é o servidor afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da terceira fase da operação deflagrada nesta quinta-feira (3/4) pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União.
Bruno Barral foi alçado ao cargo com o apoio político de ACM Neto (União Brasil) e do consultor Marcos Moura, conhecido nos bastidores como o Rei do Lixo – este último é apontado como um dos principais alvos da Overclean, que investiga um esquema bilionário de fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
Segundo a PF, a organização criminosa operava principalmente a partir da Coordenadoria Estadual da Bahia do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), mas o esquema se ramificou para outras estruturas públicas, incluindo prefeituras e secretarias. A operação estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
As ordens judiciais – entre elas, o afastamento de Bruno Barra – foram cumpridas nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Aracaju (SE) e Belo Horizonte (MG).
A investigação aponta ainda que a quadrilha direcionava recursos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas ligadas a aliados políticos e operadores como Marcos Moura, conhecido por atuar em contratos milionários de coleta de lixo e manutenção urbana.
A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte ainda não se pronunciou sobre o afastamento de seu titular.