A família Batista reformulou a estrutura da J&F para concentrar a gestão financeira de seus principais negócios fora da JBS e facilitar o acesso a financiamentos no mercado. A holding retirou o termo “Investimentos” do nome e vai incorporar a Eldorado Brasil Celulose, a LHG Mining e a Flora, segundo o CEO Aguinaldo Gomes Ramos Filho.
A gestão operacional das empresas permanece individual, enquanto a área financeira passa a ser centralizada no conglomerado. A Ambar Energia já havia sido incorporada em 2025. A JBS segue como negócio separado, com cerca de 50% do capital ainda detido pela J&F.
A nova estrutura prevê um conselho de administração com sete membros, incluindo José Batista Sobrinho e seus filhos Wesley Batista e Joesley Batista, que presidirá o colegiado. Entre os conselheiros independentes está Henrique Meirelles. A holding também criará conselho fiscal e comitê de auditoria independente.
Além da JBS: receita do grupo em 2025 somou R$ 490 bilhões
A receita consolidada do grupo somou R$ 490 bilhões nos 12 meses até o terceiro trimestre de 2025. Diferentemente de holdings como Cosan e Simpar, a J&F não pretende listar subsidiárias individualmente. Segundo Ramos Filho, qualquer eventual IPO envolveria a holding.
A reestruturação já foi apresentada às agências de rating. S&P Global Ratings e Fitch Ratings atribuíram nota BB+ à J&F, com perspectiva estável. A Moody’s Ratings deu rating Ba1, também estável — um nível abaixo do grau de investimento da JBS.
A empresa pretende alongar o perfil da dívida e acessar mercados de capitais no Brasil e no exterior, aproveitando uma eventual janela de emissões. Apesar disso, Ramos Filho afirmou que o grupo não busca aquisições no momento, mas quer estar preparado para oportunidades futuras.





