Lewandowski e auxiliares devem deixar Ministério da Justiça

Sob sua gestão, o ministério apresentou projetos como o PL Antifacção e a PEC da Segurança, ambos em tramitação na Câmara

Movimentações nos bastidores do governo Lula (PT) indicam que os principais auxiliares de Ricardo Lewandowski devem deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública junto com o titular da pasta. A saída do grupo próximo ao ministro, formado por secretários estratégicos, já é considerada provável por interlocutores do Palácio do Planalto.

Entre os nomes que sinalizaram intenção de saída estão Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-executivo, e Mario Sarrubbo, secretário nacional de Segurança Pública. Marivaldo Pereira, secretário de Assuntos Legislativos, também deve deixar o ministério ainda neste semestre, pois planeja disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026.

Possível antecipação da saída e bastidores políticos

O planejamento inicial era que Lewandowski permanecesse no cargo até a votação da PEC da Segurança na Câmara dos Deputados, sem data prevista. No entanto, a saída pode ser antecipada para sexta-feira, 9. O ministro, que estava de férias, retornou ao trabalho nesta segunda-feira, 5, antecipando-se ao previsto.

A colunista Mônica Bergamo divulgou previamente a possibilidade de Lewandowski deixar o ministério nesta semana. Segundo relatos, o ministro solicitou uma audiência com o presidente Lula para tratar do assunto, aumentando as especulações sobre a antecipação de sua saída.

Lewandowski comunicou ao presidente Lula sua intenção de deixar o cargo, recebendo o pedido para aguardar até o fim de janeiro ou início de fevereiro, período em que Fernando Haddad deve sair da Fazenda. O ministro assumiu o Ministério da Justiça em 1º de fevereiro de 2024, depois da saída de Flávio Dino para o STF.

Gestão e principais ações de Lewandowski no Ministério da Justiça

Na posse, Lewandowski escolheu Manoel Carlos de Almeida Neto, Mario Sarrubbo, Jean Uema, André Garcia e Lilian Cintra para as principais secretarias, além de ajustar outras áreas do ministério com servidores já atuantes. No discurso inaugural, prometeu fortalecer a segurança pública e combater o crime organizado, delitos digitais e milícias.

Sob sua gestão, o ministério apresentou projetos como o PL Antifacção e a PEC da Segurança, ambos em tramitação na Câmara. Não há, até o momento, definição de quando as propostas serão votadas. Lewandowski deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2023, pouco antes de completar 75 anos.

Resistências, desgaste e discussões sobre sucessão

A indicação do ministro ao governo Lula enfrentou resistência inicial de sua família, levando o presidente a conversar por telefone com Yara de Abreu Lewandowski, esposa do magistrado, para pedir apoio à nomeação.

Integrantes do governo percebem sinais de desgaste em Lewandowski. Entre aliados do presidente, há grupos que defendem mudanças no perfil do futuro titular, especialmente se o ministério for dividido entre Justiça e Segurança Pública, áreas hoje sob responsabilidade de Lewandowski.

Esses setores avaliam que falta uma liderança de perfil combativo no governo para protagonizar o debate público sobre segurança, tema que costuma ser associado a partidos de direita e adversários de Lula.

Crédito Revista Oeste

compartilhe
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *