Presidente volta a reforçar o discurso de que a democracia está em jogo com a disputa e cobra Edinho para que faça as “alianças necessárias” para ele ganha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado que a eleição de 2026 será uma “guerra” e que acabou o “Lulinha paz e amor”. O petista fez cobranças ao partido e criticou disputas internas na legenda. Deu a declaração ao discursar no evento dos 46 anos do PT, realizado em Salvador (BA). O ato político do aniversário do partido teve tom eleitoral e deu um pontapé para sua campanha à reeleição.
“A gente não pode ficar quieto. Alguém deu uma notícia contra o governo. ‘Ah eu deletei’. Tem que mandar o cara que fez a notícia para aquele lugar. Temos que ser mais desaforados porque eles são. Não podemos ficar quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados. Estou motivado para cacete”, disse Lula.
O presidente também voltou a bater na tecla de que a democracia está em jogo. Sem citar nomes, disse que o governo anterior queria construir um “país fascista”. Afirmou que a sua reeleição é a manutenção do regime democrático. “Essa luta é se a gente vai permitir que esse país continue sendo democrático ou se vai ser um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a democracia”, disse.
Em fala direcionada ao presidente do PT, Edinho Silva, o petista defendeu que a sigla faça o que for necessário para que ele seja reeleito em 2026. “Não estamos com essa bola toda em todos os Estados. Precisamos compor e decidir se a gente quer ganhar ou perder. Como eu quero ganhar, Edinho [Silva], você vai ter que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Não tem que fazer negação dos princípios do PT. Um acordo político é uma coisa tática”, disse.
“Essa eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados. Estou motivado para cacete”, disse Lula





