O vice-presidente deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para se dedicar à campanha

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) está confirmado na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição neste ano. A informação foi confirmada pelo próprio petista durante reunião ministerial nesta terça-feira, 31.
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“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDic), porque ele é candidato à vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula. A informação da saída já havia sido confirmada pelo próprio vice, contudo a estratégia eleitoral ainda não estava fechada.
O nome de Alckmin era cotado como possível candidato da base governista ao Senado por São Paulo. Em pesquisas eleitorais recentes, como a AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira, 30, o vice de Lula também aparecia como um possível nome na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Com a decisão de manter Alckmin na chapa com Lula, Fernando Haddad (PT) deve ser o escolhido para concorrer contra o atual governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A debandada da Esplanada
Durante a reunião, Lula confirmou outras alterações em seu governo. Pelo menos 14 titulares já selaram a saída do governo, incluindo Alckmin, enquanto outros quatro devem comunicar o desembarque nos próximos dias. A legislação eleitoral obriga que ocupantes de cargos no Executivo renunciem às funções até 4 de abril caso pretendam disputar o pleito de outubro, com a conclusão do processo de exoneração sendo requisito para a elegibilidade.
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Para evitar a paralisia da máquina pública, Lula pretende priorizar a ascensão de secretários-executivos ao posto de ministros. Na Fazenda, Dario Durigan já assumiu a titularidade logo que Haddad se retirou para concorrer ao governo paulista. O novo chefe da Economia, que já ocupava o cargo de número dois da pasta, cumpre agendas oficiais ao lado do presidente para garantir a continuidade das ações em andamento.
Xadrez eleitoral nos Estados
A lista de baixas redesenha as disputas regionais. Para a corrida pelo Senado, o governo perderá nomes como Gleisi Hoffmann (Paraná), Carlos Fávaro (Mato Grosso) e Waldez Góes (Amapá). O Estado de São Paulo concentra as candidaturas mais expressivas de egressos da Esplanada: além de Haddad, as ministras Simone Tebet e Marina Silva também devem buscar cadeiras no Legislativo federal pelos paulistas.
O esvaziamento atinge áreas diversas, desde o Desenvolvimento Agrário, com Paulo Teixeira, até a Igualdade Racial, com Anielle Franco, ambos focados na Câmara dos Deputados. Outros auxiliares, como Camilo Santana e Sidônio Palmeira, deixam o governo para coordenar a estrutura da campanha de reeleição. Enquanto isso, ministros como Alexandre Silveira e Luciana Santos ainda avaliam se permanecem na gestão ou se enfrentam as urnas em seus Estados de origem.





