Michelle critica Moraes e diz que saúde de Bolsonaro “está nas mãos da PGR”

Ex-primeira-dama relata demora no atendimento e alerta para risco de novos incidentes na cela da PF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a conduta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por barrar inicialmente o pedido de transferência de Jair Bolsonaro a um hospital particular.

A solicitação da defesa ocorreu depois de o ex-presidente sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Durante conversa com jornalistas, Michelle afirmou que o marido está sendo negligenciado. Nesse sentido, demonstrou indignação com a demora das autoridades em responder ao caso.

“A saúde e a vida do meu marido agora estão nas mãos do PGR”, disse a ex-primeira-dama. “A gente não sabe por quanto tempo ele esteve desacordado e ele não sabe explicar. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu com a cabeça em um móvel, não tem autonomia, a gente está esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberar.”

A indignação, a denúncia e o apelo à sanidade feito por uma esposa que vive de perto o sofrimento do marido que é perseguido e injustiçado por ter dado voz e poder ao povo enquanto combatia um sistema que está destruindo o nosso país e as nossas vidas.

O Brasil não será uma… pic.twitter.com/6mePij3lDK— Michelle Bolsonaro (@Mi_Bolsonaro) January 7, 2026

Michelle ainda afirmou que, em casa, acompanhava episódios de apneia durante a noite. “Na minha casa, quando ele tem quadro de apneia, eu fico virando ele”, destacou. “Então, mais uma vez, provou que o atendimento aqui não é rápido e que infelizmente ele está aquém.”

Médico avalia quadro clínico de Bolsonaro

O médico Cláudio Birolini informou ao jornal O Globo que Bolsonaro bateu a cabeça ao cair durante a madrugada desta terça-feira, 6. Segundo ele, o ex-presidente sofreu um traumatismo craniano leve.

“Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações”, explicou o médico. “Já havíamos alertado sobre esse risco.”

Assim, Birolini explicou que a decisão de transferi-lo para o Hospital DF Star ocorreu com o objetivo de avaliar o quadro clínico do ex-presidente.

Crédito Revista Oeste

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