O objetivo seria reforçar manifestações em apoio ao governo de Nicolás Maduro
Depois do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela no sábado 3, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes ao país vizinho. O objetivo seria reforçar manifestações em apoio ao governo de Nicolás Maduro, que foi capturado e levado a julgamento em Nova York sob a acusação de conspirar com cartéis de drogas para traficar cocaína aos EUA. Durante audiência, Maduro e sua mulher, Cilia Flores, negaram envolvimento nos crimes e o venezuelano declarou ser um “presidente sequestrado”.
Mais de 50 entidades da esquerda brasileira, incluindo o MST, realizaram uma reunião virtual para debater a situação política venezuelana
No domingo 4, mais de 50 entidades da esquerda brasileira, incluindo o MST, realizaram uma reunião virtual para debater a situação política venezuelana. De acordo com participantes, ainda não há um entendimento definitivo sobre os desdobramentos do caso, que segue em andamento. Mesmo assim, o grupo decidiu organizar protestos em várias capitais brasileiras, principalmente em frente a representações diplomáticas dos Estados Unidos.
Na segunda-feira 5, integrantes de partidos políticos e intelectuais de esquerda participaram de outro debate virtual. Estiveram presentes José Dirceu (PT-SP), Mônica Valente (PT-SP), Valério Arcary (Psol-SP), Juliano Medeiros (Psol-DF), Ana Prestes (PCdoB-MG), Breno Altman e o ex-embaixador venezuelano Carlos Ron. O grupo discutiu estratégias para monitorar a situação e se comunicar com autoridades dos EUA e da Venezuela, sem chegar a um acordo sobre alguns pontos.





