Não é normal um preso decidir futuro do país por meio do voto, diz Derrite

Relator do PL Antifacção, aprovado na última terça-feira na Câmara, disse que o Congresso tem maioria para derrubar eventual veto de Lula ao projeto

O deputado federal, Guilherme Derrite (PP-SP), disse à CNN, nesta quarta-feira (25), não achar “normal” que um preso possa decidir o futuro do país por meio do voto, ao se referir ao PL Antifacção, aprovado no fim da noite de terça-feira (24), na Câmara dos Deputados.

“Eu não conheço alguém que ache normal que alguém que está à margem da sociedade, cometeu um crime e está preso, possa decidir o futuro do país por meio do voto”, afirmou o parlamentar, que foi relator da matéria na Casa Legislativa.

O projeto aprovado pela Câmara reverteu as alterações feitas pelo Senado na proposta. O texto final retomou a previsão de corte de auxílio-reclusão destinado a familiares de líderes de facção, bem como a restrição ao direito de voto de presos envolvidos nessas organizações.

“O que fizemos foi uma questão de trazer moralidade e esperança ao povo brasileiro”, disse.

O projeto segue agora para sanção, ou não, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a entrevista, Derrite afirmou que, se Lula optar por vetar qualquer um dos trechos do projeto, ele tem “certeza absoluta de que o Congresso Nacional vai ter maioria para derrubar o veto”.

Crédito CNN Brasil

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