Oposição critica eleição de Érika Hilton para a presidência da Comissão das Mulheres: ‘Incoerência sem precedentes’

Deputados contestam escolha para o colegiado e indicam perda de espaço para a pauta feminina

Parlamentares da oposição usaram as redes sociais para criticar a eleição de Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. No pleito do colegiado, a congressista recebeu 11 votos, enquanto outros dez deputados votaram em branco.

Na composição da mesa diretora, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) assumiu a primeira vice-presidência. A Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) ficou com a segunda vice-presidência, e Socorro Neri (PP-AC) foi eleita para a terceira vice-presidência. As escolhas fazem parte do processo anual de definição das lideranças das comissões temáticas da Câmara. 

Ao assumir o cargo, Hilton indicou as prioridades da nova gestão. Entre os temas citados estão a fiscalização da rede de proteção às mulheres e da Casa da Mulher Brasileira, o enfrentamento da violência política contra membros do movimento LGBT e a ampliação de políticas de saúde voltadas ao público feminino. 

Oposição rejeita eleição de Érika Hilton 

Nas redes sociais, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) ironizou a eleição da nova presidente. “Agora temos uma Comissão da Mulher Trans”, escreveu. “E a mãe, dona de casa, trabalhadora, a mulher comum brasileira fica a cada dia mais esquecida e silenciada.” 

Na mesma linha, Chris Tonietto (PL-RJ) afirmou que a escolha por Hilton não a “representa” enquanto mulher. “Um espaço que representa as mulheres, que trata de maternidade, gravidez, combate ao câncer de colo de útero etc.”, destacou. “Na condição de mulher, não me representa!” 

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) argumentou que as “mulheres não deveriam deixar” a comissão seguir com a eleição da psolista, defendendo a ideia de que parlamentares optem por “obstruir e fazer uma zorra até mudar a presidência”. “É o cúmulo aceitar isso”, disse.

Por fim, Clarissa Tércio (PP-PE) afirmou que a “eleição de Érika Hilton para a Comissão da Mulher é uma incoerência sem precedentes”. Para ela, as mulheres estão “perdendo cada vez mais espaços para pessoas que não têm legitimidade” para representá-las. 

Tércio também argumentou que o grupo deveria ser coordenado por uma parlamentar que representasse diretamente as mulheres biológicas. Em sua avaliação, uma “comissão de diversidade, por exemplo, caberia perfeitamente a eleição de uma mulher ou homem trans”. 

Crédito Revista Oeste

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