Oposição critica governo Lula por não incluir vacina contra herpes-zóster no SUS

Decisão foi justificada pelo custo do imunizante; deputados acusam a gestão de atuar com ‘inversão de prioridades’

A decisão do governo Lula de não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina utilizada na prevenção do herpes-zóster provocou reação imediata da oposição. A deliberação do Ministério da Saúde, pasta chefiada por Alexandre Padilha, está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O Executivo justificou a negativa pelo alto custo do imunizante, embora a vacina tenha eficácia superior a 90% e seja apontada como ferramenta para reduzir dores crônicas, internações e complicações graves, sobretudo entre idosos e pessoas imunocomprometidas.

Deputados criticam governo Lula

Parlamentares contrários ao Planalto classificaram a escolha como um sinal de descompasso entre discurso e prática. A oposição defende que o governo reveja a decisão e passe a adotar critérios técnicos e de impacto social na formulação de políticas públicas, especialmente em temas de saúde preventiva voltados à população mais vulnerável.

O deputado Sanderson (PL-RS) afirmou que, “enquanto o governo torra recursos públicos com deslocamentos e viagens internacionais luxuosas, idosos seguem sem acesso gratuito no SUS a uma vacina reconhecidamente eficaz, disponível apenas na rede privada por valores inacessíveis para a maioria da população”.

Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) avaliou: “A decisão reforça a percepção de que o governo prioriza despesas políticas e administrativas em detrimento da prevenção e do cuidado com quem mais depende do sistema público de saúde”.

Já o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou que a recusa evidencia uma “inversão de prioridades”, ao comparar o veto com despesas do governo em outras áreas. 

“É perdulário quando se trata de gastos supérfluos, viagens e estruturas inchadas, mas alega falta de recursos justamente quando o assunto é saúde e outras áreas estratégicas”, declarou. “Negar uma vacina com eficácia comprovada, respaldada por evidências científicas consolidadas, enquanto se desperdiça dinheiro público em despesas não essenciais, revela descaso com a população e incoerência no discurso de responsabilidade social.”

Para o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), “negar uma vacina comprovadamente eficaz é empurrar idosos para a dor, para internações e para custos ainda maiores no futuro. Isso não é economia, é irresponsabilidade”.

O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) também criticou a decisão e a associou ao enfraquecimento de políticas de prevenção. “O governo escolhe onde gastar. E, mais uma vez, escolheu não investir na saúde do povo. Quando falta vacina no SUS, sobra sofrimento para quem não pode pagar”, disse.

Crédito Revista Oeste

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