Planalto minimiza impacto negativo de desfile com homenagem a Lula

Assessores presidenciais reconhecem dificuldade com eleitorado evangélico, mas apostam que críticas vão se dissipar rapidamente

O governo avalia que o desgaste acumulado com o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, com homenagens ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se dissipará rapidamente e não contaminará a pré-campanha eleitoral, nem provocará danos irreversíveis junto aos evangélicos.

No Palácio do Planalto, a convicção é de que o assunto teve impacto nas redes sociais, mas não se transformará em danos à popularidade de Lula nas pesquisas e tende a ser esquecido em  algumas semanas, no máximo.

Outros assuntos, como a crise em torno do Banco Master e sua liquidação extrajudicial, são apontados como fontes de maior preocupação no mundo político e consequências imprevisíveis.

De acordo com assessores presidenciais ouvidos reservadamente pela CNN, há um reconhecimento pelo governo de que o diálogo com os evangélicos de forma geral já é difícil e requer atenção especial, mas não será significativamente impactado pelo desfile.

Do ponto de vista, o tema é visto com tranquilidade entre auxiliares de Lula. Segundo relatos, houve empenho de pessoas próximas para evitar que a primeira-dama Janja da Silva e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, desfilassem na Marquês de Sapucaí.

Com o convencimento delas e a desistência de irem para a passarela, os danos jurídicos foram controlados, afirmam interlocutores no Planalto.

Crédito CNN Brasil

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