Preso por fraudes, empresário assina delação premiada com a Polícia Federal

Maurício Camisotti admite irregularidades em descontos de aposentadorias e busca prisão domiciliar depois de acordo

Preso desde setembro sob suspeita de ser um dos beneficiários das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Maurício Camisotti assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele admite a existência de irregularidades nos descontos em aposentadorias.

Camisotti é apontado como um dos principais operadores do esquema. Ele foi um dos alvos da Operação Sem Desconto na mesma fase que prendeu Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O empresário negociava o acordo desde o fim do ano passado. Nesta semana, a defesa enviou o material ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, responsável pela homologação.

Preso: expectativa de regime domiciliar

Há expectativa de que, com o acordo, o relator conceda prisão domiciliar a Camisotti. O entendimento também deverá passar pela Procuradoria-Geral da República, embora a negociação tenha sido conduzida apenas com a PF. Trata-se da primeira delação firmada no âmbito da investigação.

Pesam contra o empresário acusações de fraude na arrecadação de valores e corrupção para viabilizar o esquema. Para firmar o acordo, ele precisa confessar crimes e apresentar provas que sustentem sua versão, incluindo a indicação de outros envolvidos, como dirigentes e políticos, além de material de corroboração, como conversas e documentos.

O escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões, sem autorização dos segurados, ganhou notoriedade em abril do ano passado, durante a primeira operação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União.

Investigadores suspeitam que entidades responsáveis pelos descontos e empresas prestadoras de serviços teriam sido usadas como fachada para lavagem de dinheiro. Camisotti é apontado como beneficiário das fraudes. 

As fraudes do INSS renderam a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Com pressão do governo federal, o colegiado chegou ao fim sem a aprovação do relatório final. Petista comemoram a reprovação do material que, entre outras figuras, pedia o indiciamento de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e popularmente chamado de Lulinha.

Crédito Revista Oeste

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