‘Querem me derrubar faz tempo’, diz Moraes

A declaração do ministro do STF foi feita durante o julgamento sobre o assassinato de Marielle Franco

Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, o ministro Alexandre de Moraes reagiu a uma falha técnica dizendo que “querem me derrubar faz tempo” e que “cabeças vão rolar”. A declaração circulou nas redes e gerou críticas.

O episódio ocorre em meio ao desgaste provocado pelo caso Banco Master. Reportagens apontaram contrato de R$ 129 milhões do escritório da mulher do ministro e levantaram suspeitas de conflito de interesse.

CPI do Crime Organizado quer convocar mulher de Moraes

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou na quarta-feira 25 a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., da qual ele é sócio. O colegiado também determinou a convocação do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

A comissão aprovou ainda a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do banco de 2022 e 2026, além do envio de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. O objetivo é identificar operações atípicas e possíveis conexões com organizações criminosas.

A CPI do Crime Organizado também aprovou convite à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, também do STF. Reportagem revelou que o Master contratou o escritório dela por R$ 3,6 milhões mensais, em acordo com duração prevista de 36 meses a partir de 2024.

O contrato do Master com Viviane poderia render até R$ 129 milhões caso não houvesse liquidação da instituição pelo Banco Central. O escritório não se manifestou, assim como o gabinete de Moraes nem a defesa de Vorcaro.

A CPI também convocou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes. Outros nomes foram convidados, entre eles o próprio Toffoli.

Crédito Revista Oeste

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