Tarcísio anuncia mais 1,3 milhão de doses contra a dengue

Durante homenagem aos 125 anos do Instituto Butantan, governador também formaliza transferência de terreno para novo polo de inovação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira, 23, a transferência de um terreno de 46 mil metros quadrados, no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital, para a expansão do Instituto Butantan. A área será destinada à implantação de um novo polo de inovação e desenvolvimento de imunobiológicos.

Durante a cerimônia que marcou os 125 anos do instituto, o governo paulista também confirmou R$ 1,38 bilhão em investimentos para ampliação do parque fabril voltado à produção de vacinas e imunobiológicos para combate a doenças como a dengue.

Tarcísio: expansão estratégica

O terreno transferido fica próximo à sede do Butantan e à Universidade de São Paulo (USP). Segundo o governo estadual, o espaço permitirá ampliar as atividades de inovação, consolidando o papel do instituto como um dos principais polos científicos da América Latina.

Os projetos para construção do novo complexo já estão em desenvolvimento. A proposta é fortalecer parcerias acadêmicas e industriais, além de ampliar a capacidade produtiva em saúde pública. O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que a nova estrutura deverá posicionar São Paulo como referência nacional em ciência e biotecnologia aplicada à saúde.

O diretor do instituto, Esper Kallás, avaliou que a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a produção de imunobiológicos destinados ao Sistema Único de Saúde. No evento, o governo também anunciou a antecipação da entrega de mais 1,3 milhão de doses da vacina Butantan-DV ainda no primeiro semestre. Com isso, o total disponibilizado ao Ministério da Saúde chegará a 2,6 milhões de doses produzidas pelo próprio instituto.

O imunizante foi aprovado pela Anvisa para aplicação em pessoas de 12 a 59 anos. Nos estudos clínicos, apresentou eficácia geral de 74,7%, além de 91,6% de proteção contra casos graves e com sinais de alarme, e 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações por dengue.

Do total de R$ 1,38 bilhão anunciados, R$ 1,08 bilhão serão destinados à construção do Centro de Processamento Final de Imunobiológicos (CPFI). A unidade terá 15.250 metros quadrados e será responsável pela formulação e pelo envase de vacinas e anticorpos monoclonais. A capacidade estimada é de 600 milhões de doses líquidas em frascos, 50 milhões de doses liofilizadas e 15 milhões de seringas preenchidas por ano.

Outro projeto é o novo prédio para Produção de Bancos de Influenza (PBI), voltado à fabricação de bancos de cepas sazonais e pandêmicas, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde. A estrutura contará com duas linhas dedicadas à produção em ovos embrionados e uma linha híbrida, capaz de operar com base em ovo e em cultivo celular.

Crédito Revista Oeste

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