Segundo a CNN, investigação aponta possível participação de ministro nas fraudes bilionárias do Banco Master
Agentes da Polícia Federal (PF) envolvidos na investigação sobre fraudes bilionárias no Banco Master suspeitam que o ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), possa ter praticado o crime de corrupção passiva. A informação é da CNN Brasil.
De acordo com a emissora, embora haja suspeitas, o magistrado não é, ao menos por ora, alvo formal de investigação. Ainda assim, investigadores devem solicitar ao STF a quebra de sigilo do fundo Marítimo, supostamente ligado a familiares do ministro.
Polícia que fazer novas diligências
Segundo a CNN Brasil, a Polícia Federal também pretende pedir novas diligências para principalmente rastrear o caminho do dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. A apuração busca esclarecer supostos pagamentos a Toffoli mencionados em conversas apreendidas nos celulares do empresário.
Bomba! 💣
Mais um capítulo dessa história que terá que ser investigado minuciosamente! pic.twitter.com/3TPtrfUtm7— Carol De Toni (@CarolDeToni) February 20, 2026
As suspeitas constam ainda em um relatório de cerca de 200 páginas entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento reúne elementos colhidos ao longo da investigação sobre o esquema envolvendo o Banco Master.
A emissora noticiou que, conforme fontes, investigadores esperam que o novo relator do caso na Corte, André Mendonça, possa destravar o andamento das apurações. A atuação do ministro na relatoria do caso das fraudes no INSS é avaliada de forma positiva por integrantes da corporação, que o consideram técnico e rigoroso.
A emissora disse ter confirmado informação da revista Piauí sobre o envio, por parte da PF, dos autos do inquérito ao STF. O procedimento decorreu da identificação de indícios de possível prática de crime de Toffoli, supostamente no curso de processo sob a sua relatoria.
O que diz o ministro do STF
O ministro tem negado reiteradamente ter cometido qualquer irregularidade. Depois da conclusão do relatório da PF, contudo, ele admitiu pela primeira vez que era sócio do grupo Marítimo, fundo citado nas investigações. Nesta sexta-feira, 20, o gabinete de Toffoli emitiu a seguinte nota:
“O ministro jamais integrou qualquer fundo de investimento. Todos os questionamentos formulados pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal foram integralmente respondidos no âmbito da AS 244, já tendo o presidente do STF, Edson Fachin, determinado o arquivamento do caso”.





