Toffoli nega gravação e classifica suspeita como “absurdo”

Ministro reage à divulgação de bastidores e afirma que encontro foi restrito e sem registro de áudio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli rejeitou a hipótese de que uma reunião reservada entre integrantes da Corte tenha sido gravada. Segundo ele, a suposição não tem fundamento e foi tratada como algo “absurdo”.

A manifestação, de acordo com a CNN Brasil, ocorreu depois que detalhes do encontro passaram a circular publicamente. O vazamento de informações internas gerou desconforto entre os ministros e levantou questionamentos sobre como trechos da conversa chegaram ao conhecimento externo.

Toffoli e o encontro

O encontro foi convocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir questões institucionais e pontos sensíveis ligados ao caso Master, do qual Toffoli era o relator até então. A reunião ocorreu em ambiente fechado, com a presença apenas dos integrantes do tribunal.

A divulgação posterior de conteúdos debatidos nos bastidores surpreendeu magistrados. O episódio gerou preocupação dentro da Corte com a preservação do sigilo e com a forma como as discussões internas passaram a ser expostas.

Durante a conversa, os ministros analisaram aspectos relacionados ao processo que envolve o Banco Master. O caso ganhou relevância por tratar de suspeitas e decisões com impacto jurídico e político significativo.

Também foram discutidas dúvidas e questionamentos sobre a condução da investigação. O objetivo do encontro foi alinhar posições e evitar conflitos institucionais que pudessem afetar o andamento do processo.

Mudança na relatoria

Depois da repercussão e do aumento da pressão, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso. A medida foi interpretada como uma forma de preservar a continuidade da apuração e reduzir desgastes internos.

Com isso, o processo foi redistribuído por sorteio e passou para o gabinete do ministro André Mendonça. A mudança marcou uma nova etapa na condução das investigações e reforçou o cuidado do tribunal em manter a estabilidade institucional diante da exposição pública do episódio.

Crédito Revista Oeste

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