Entidade questiona viagens de Toffoli e Moraes em aeronaves ligadas a empresário
A Transparência Internacional – Brasil questionou, nesta quinta-feira, 2, o uso de jatos executivos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade citou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em publicação na rede social X, antigo Twitter.
“O país quer saber como os ministros Toffoli e Moraes, que foram funcionários públicos praticamente a vida inteira, conseguem bancar suas viagens de jatinho”, afirmou a organização.
Dados obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo indicam que Toffoli utilizou o terminal de aviação executiva de Brasília em dez ocasiões ao longo de 2025.
O país quer saber como os ministros Toffoli e Moraes, que foram funcionários públicos praticamente a vida inteira, conseguem bancar suas viagens de jatinho.
Mas a PGR e o STF não querem investigar. pic.twitter.com/m6FihWuYwW— Transparência Internacional – Brasil (@TI_InterBr) April 2, 2026
O ministro recorreu à aeronave da Prime Aviation, empresa que teve o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no quadro societário.
Registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) mostram que o magistrado embarcou em jatos particulares de empresários em ao menos seis itinerários.
Registros de voos e posicionamento dos ministros
Os voos coincidem com destinos de interesse pessoal do ministro, segundo o levantamento.
Alexandre de Moraes realizou ao menos oito voos em jatos executivos conectados a Vorcaro. O ministro negou o uso das aeronaves em nota.
“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram os integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel”, diz o texto. “Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”.
O jornal identificou os voos por meio do cruzamento de bases de dados. Os registros mostram sequência de viagens com origem em Brasília, em sua maioria com destino a aeroportos executivos em São Paulo.
Em alguns casos, Moraes viajou apenas com sua mulher. Em outros, houve presença de poucos passageiros adicionais.
A Transparência Internacional – Brasil atua como capítulo nacional de organização global anticorrupção. A entidade desenvolve iniciativas voltadas à promoção da transparência e integridade.





