O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou nesta sexta-feira (4) o impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, cujo afastamento havia sido determinado pelo Parlamento do país em dezembro.
Com a confirmação do principal tribunal do país, Yoon se torna o segundo presidente da história da Coreia do Sul a ser removido definitivamente do cargo – em 2017, Park Geun-hye havia sido a primeira mandatária a ter o impeachment confirmado pelo Tribunal Constitucional após ser destituída pela Assembleia Nacional.
Segundo informações do jornal The Korea Times, todos os oito juízes do Tribunal Constitucional votaram a favor de ratificar o impeachment de Yoon.
Em 3 de dezembro de 2024, ele declarou lei marcial no país, alegando que o principal partido da oposição, o Partido Democrático da Coreia (DPK, na sigla em inglês), seria “pró-Coreia do Norte” e que a medida era necessária para preservar a ordem constitucional.
Após o Parlamento do país votar pela revogação da lei marcial (mesmo com militares entrando no prédio do Legislativo), Yoon decidiu voltar atrás e cancelou a medida. Dias depois, ele teve seu impeachment aprovado pela Assembleia Nacional.
“O réu declarou a lei marcial em questão com a intenção de superar um impasse com a Assembleia Nacional, então mobilizou forças militares e policiais para obstruir o exercício da autoridade constitucional da Assembleia, negando assim os princípios da soberania popular e da democracia”, afirmou o juiz-presidente em exercício do Tribunal Constitucional, Moon Hyung-bae.