Vorcaro desiste de depor na CPMI do INSS

O depoimento do ex-dono do Banco Master estava programado para ocorrer na próxima segunda-feira, 23

O banqueiro Daniel Vorcaro desistiu de prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A sessão com ele estava programada para ocorrer na próxima segunda-feira, 23.

A desistência de Vorcaro, ex-dono do Banco Master, se confirmou na tarde desta sexta-feira, 20. O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou ao site Metrópoles que não haverá mais o depoimento.

A decisão do banqueiro ocorre um dia depois de parecer do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira 19, o magistrado definiu que o empresário não teria a obrigação de comparecer ao Congresso Nacional para responder a perguntas de deputados e senadores que integram a comissão.

Mendonça, entretanto, rejeitou uma solicitação de Vorcaro. O ministro do STF proibiu que o deslocamento do banqueiro de São Paulo, onde cumpre prisão domiciliar, a Brasília ocorresse por meio de jatinho particular. A viagem teria que ocorrer, nesse sentido, via voo comercial.

Alvo da CPMI do INSS, Vorcaro cumpre prisão domiciliar

Na mira da CPMI do INSS, Daniel Vorcaro cumpre prisão domiciliar desde 29 de novembro. A Justiça também o obriga a cumprir medidas cautelares, como, por exemplo, o uso de tornozeleira eletrônica.

Antes da domiciliar, o banqueiro chegou a ficar detido por 12 dias. Agentes da Polícia Federal o prenderam em 17 de fevereiro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Ele preparava viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com a alegação de reunião de negócios para a possível venda do Master a investidores estrangeiros. Autoridades, no entanto, falaram em risco de fuga.

Horas depois da detenção de Vorcaro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Master. A instituição financeira é alvo de acusações referentes a possíveis irregularidades contra o sistema financeiro do Brasil. Estimativas indicam fraude de até R$ 12 bilhões.

Antes da liquidação extrajudicial, o Master firmou contrato de R$ 129 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Além disso, um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, comprou participações no Tayayá, resort localizado em Ribeirão Claro (PR) que tinha o ministro Dias Toffoli e irmãos dele como sócios.

Vorcaro e o Master entraram na mira da CPMI em razão de “contratos de empréstimos consignados do Master que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados”, conforme a Agência Câmara de Notícias.

Crédito Revista Oeste

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