Vorcaro usou tecnologia militar para blindar festas

Equipamento era usado para evitar registros aéreos durante eventos frequentados por autoridades e empresários

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, utilizava equipamentos de guerra para assegurar a privacidade de autoridades em sua casa em Trancoso, na Bahia. Conforme revelou o portal Metrópoles, Vorcaro instalou um bloqueador de drones de fabricação estrangeira em sua mansão avaliada em R$ 280 milhões.

O dispositivo usado por Vorcaro é conhecido como jammer e tem uso restrito pelas forças militares e órgãos de segurança.

A Polícia Federal identificou que o uso do bloqueador de drones ocorreu em janeiro deste ano. Vorcaro buscava impedir que câmeras aéreas identificassem os frequentadores de suas festas.

A estratégia de isolamento de Vorcaro visava criar um ambiente sem registros para políticos e parceiros de negócios. O empresário contratava garotas de programa estrangeiras para os eventos, para evitar o reconhecimento dos rostos presentes nas festas.

O empresário, detido na última semana, tratava a contratação de modelos como ferramenta de “business“. Segundo os investigadores, Vorcaro utilizava as festas para estreitar laços com autoridades.

A legislação brasileira impõe critérios rígidos para o uso de bloqueadores de sinais. O equipamento de Vorcaro operava à margem das normas da Agência Nacional de Telecomunicações e da Agência Nacional de Aviação Civil.

Em diálogo com a ex-namorada, Vorcaro celebrou a participação em um encontro restrito na residência de um ministro. Ele afirmou que o evento ocorreu sem o conhecimento de terceiros.

As relações de Vorcaro no poder

A rede de contatos do dono do Master inclui passagens pelo Palácio do Planalto e pela residência oficial da Câmara dos Deputados. Vorcaro teve encontros fora da agenda oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O ex-banqueiro também relatou um encontro presencial com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Crédito Revista Oeste

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