Somados os que perceberam algum crescimento, índice chega a 79%; violência é citada como principal problema do país por 28%.
Sete em cada dez brasileiros afirmam que a violência “aumentou muito” no país durante os últimos dois anos, segundo pesquisa nacional da Pax/Quaest divulgada nesta sexta-feira (18). Outros 9% dizem que o problema “aumentou um pouco”.
Somados os dois grupos, 79% dos entrevistados percebem algum crescimento da violência. Outros 15% avaliam que a situação permaneceu igual, enquanto 5% afirmam ter percebido uma diminuição. Apenas 1% não soube responder.
A percepção de agravamento é maior entre as mulheres. Nesse grupo, 76% dizem que a violência aumentou muito, ante 63% entre os homens. A parcela dos que enxergam alguma redução é de 4% entre as mulheres e de 8% entre os homens.
Entre os entrevistados que perceberam aumento, 73% atribuem o cenário simultaneamente ao crescimento do número de crimes e ao aumento da violência empregada nos delitos. Outros 14% apontam apenas a ocorrência de mais crimes, enquanto 12% avaliam que os delitos ficaram mais violentos.
A pesquisa mostra ainda que 67% dos brasileiros consideram que a punição aplicada aos criminosos diminuiu nos últimos anos. Para 22%, a punição aumentou. Outros 11% não souberam ou preferiram não responder.
A violência também aparece como o principal problema enfrentado pelo Brasil, citada espontaneamente por 28% dos entrevistados. Na sequência estão corrupção, com 22%; economia, com 19%; saúde, com 15%; desemprego e educação, ambos com 5%.
A preocupação com a violência como principal problema chega a 35% no Nordeste. O índice é de 29% no Norte, 25% no Sudeste, 23% no Sul e 18% no Centro-Oeste. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o percentual alcança 38%.
O levantamento também avaliou instituições ligadas à segurança pública. A Polícia Militar recebeu avaliação positiva de 45%, seguida pela Polícia Federal, com 44%, e pela Polícia Civil, com 41%. O combate às facções criminosas teve avaliação negativa de 43% e positiva de 27%.
O levantamento ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 12 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.





