Lula quer vetar menores de 16 anos nas redes sem supervisão dos pais

Lula quer vetar menores de 16 anos nas redes sem supervisão dos pais

Projeto do Ministério da Justiça busca reforçar controle parental sobre crianças e adolescentes na internet.

Sob o argumento de que quer reforçar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva prepara um projeto de lei que exige a supervisão parental para usuários menores de 16 anos. A proposta obriga que as contas de menores estejam vinculadas a um adulto responsável, além de as big techs precisarem garantir ferramentas para supervisão direta dos pais.

Desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o texto foi debatido em reunião no Palácio do Planalto na última quarta-feira, 13. O encontro contou com a presença do presidente e de oito ministros.

A medida prevê que plataformas digitais implementem recursos para que responsáveis possam limitar conteúdos, bloquear funcionalidades, monitorar interações com outros usuários e gerenciar o tempo de uso dos filhos.

A obrigatoriedade de vinculação de contas e disponibilização de ferramentas de mediação parental abrange adolescentes com menos de 16 anos e crianças. Segundo a minuta, os serviços deverão permitir que adultos restrinjam ou eliminem a possibilidade de contato de terceiros com menores, de modo a ampliar o controle sobre a experiência digital dos jovens.

O projeto também estabelece a verificação de idade pelos aplicativos, uma lacuna que, até o momento, não conta com mecanismos efetivos. O Ministério da Justiça já revisou a classificação indicativa de várias redes. Em junho, o Instagram passou de 14 para 16 anos. Já TikTok, Kwai e YouTube têm recomendação para maiores de 14; Facebook, para maiores de 16; X e Discord, para maiores de 18.

Próximos passos da medida de Lula no Congresso

Além das normas de proteção, a proposta proíbe publicidade direcionada baseada em dados de uso para crianças e adolescentes, “com o objetivo de definir o seu perfil, com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço”. Fica vedada também a veiculação de anúncios de armas, bebidas alcoólicas, cigarro, pornografia e jogos de apostas.

O governo pretende priorizar no Congresso o projeto mais avançado contra a adultização de crianças na internet. Contudo, manterá as diretrizes do Ministério da Justiça para ampliar a proteção digital. A estratégia é, primeiro, aguardar o andamento da proposta na Câmara dos Deputados. Depois, enviar o texto do Executivo para aproveitar o debate gerado depois do vídeo do influenciador Felca.

Crédito Revista Oeste

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