Bolsa brasileira aciona ‘circuit breaker’ após forte queda com vitória de Lula – Claudio Dantas

Bolsa brasileira aciona ‘circuit breaker’ após forte queda com vitória de Lula – Claudio Dantas

É a 1ª vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, durante a pandemia

A Bolsa brasileira acionou o ‘circuit breaker’ na manhã desta segunda-feira (26), após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25), provocar fortes perdas nos ativos brasileiros. O mecanismo foi acionado pela última vez em março de 2020, durante a pandemia da Covid-19.

Com a interrupção, ficaram suspensas as negociações de renda fixa privada e de opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs. A queda foi acentuada às 10h46 com o índice caindo 16,94% aos 170.340,70 pontos.

O ‘circuit breaker’ é acionado em momentos de forte volatilidade, quando a aversão ao risco leva investidores a vender ativos e provoca quedas acentuadas nos índices acionários.

A suspensão ocorre conforme a intensidade da queda do Ibovespa. Quando o índice recua 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são interrompidas por 30 minutos. Após a reabertura, se a queda atingir 15%, a paralisação dura uma hora. Caso o recuo chegue a 20%, a B3 pode suspender novamente as negociações pelo período que definir.

A volatilidade também atingiu outros ativos. Por volta das 10h20, o dólar disparava 12,04%, a R$ 5,597, enquanto as taxas dos contratos de DI (Depósitos Interfinanceiros), que refletem as expectativas do mercado para os juros futuros, avançavam até 260 pontos-base.

BTG Pactual e Banco do Brasil lideravam as perdas entre os grandes bancos, com quedas superiores a 30% na Bolsa. Por volta das 10h54, as ações do BTG Pactual (BPAC11) recuavam 37,36%, enquanto as do Banco do Brasil (BBAS3) caíam 31,35%. O Bradesco (BBDC4) perdia 24,55%, o Itaú Unibanco (ITUB4) recuava 15,63% e o Santander Brasil (SANB11) registrava baixa de 4,5%.

A queda desta segunda reverte os ganhos registrados após o 1º turno, quando Flávio terminou a votação na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, então presidente.

Crédito Cláudio Dantas

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