Processo foi redistribuído, depois de declaração de suspeição de Toffoli
Nesta quarta-feira, 11, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), virou o novo relator do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
O ato ocorreu por sorteio, depois de Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o requerimento.
O STF está analisando um mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Na ação, Rollemberg se manifestou contra a “omissão institucional” do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em abrir a CPI.
Pedido relatado por Zanin
O parlamentar justificou que houve mais de um terço de assinaturas para a abertura da CPI.
Conforme ele, a comissão visa a investigar fraudes financeiras entre o Master e o Banco Regional de Brasília, o BRB.
“O excelentíssimo senhor presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou-se publicamente à imprensa, afirmando não ser possível instalar a CPI do Master”, observou Rollemberg. “Sob a alegação de que haveria uma ‘fila’ de requerimentos anteriores de CPI’s, evidenciando sua resistência pessoal à instalação da mesma.”
O deputado apresentou questão de ordem ao presidente da Câmara e justificou que o regimento interno estabelece uma fila para instalar a CPI.
Ele alegou, entretanto, que Motta não analisou o caso mesmo depois de 30 dias da manifestação.
“A relevância nacional da investigação é inquestionável, pois as ramificações do escândalo apontam para conexões profundas e preocupantes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com membros dos Três Poderes da República”, disse Rollemberg. “E com agentes políticos da União e em diversos Estados e municípios”.





