Assim como Moraes, Toffoli também voou em jatos de Vorcaro

Registros aéreos da Anac revelam que o ministro utilizou aeronaves de luxo ligadas ao Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou o terminal de aviação executiva de Brasília em dez ocasiões ao longo de 2025.

Registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Decea, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, revelam que o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) embarcou em jatos particulares de empresários em pelo menos seis desses itinerários.

Entre os veículos utilizados, destaca-se uma aeronave da Prime Aviation, companhia que possuía Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em seu quadro societário até setembro passado.

A utilização dessas aeronaves coincide com destinos de interesse pessoal do magistrado.

Em 4 de julho de 2025, Toffoli decolou rumo a Marília (SP), sua cidade natal.

Na mesma data, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deslocaram-se para Ribeirão Claro (PR), onde fica o Tayayá Resort, para escoltar uma autoridade a pedido da Corte Suprema.

O ministro e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, dividiam cotas do referido hotel de luxo até o ano passado.

Conexões com o setor financeiro e advocacia

O uso da frota privada estende-se a outros nomes da cúpula do Judiciário.

O jato de prefixo PR-SAD, pertencente à Prime Aviation, também transportou o ministro Alexandre de Moraes em três agendas oficiais.

O levantamento revela que Moraes e sua mulher, Viviane Barci, que atuou na defesa da instituição financeira de Vorcaro, aparecem nos registros de passageiros do hangar de Brasília sete vezes em horários compatíveis com voos de aeronaves ligadas ao grupo.

As relações societárias entre a família do magistrado e o Banco Master já haviam provocado abalos funcionais.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do processo que envolve a instituição financeira logo que vieram a público informações de que empresas de seus parentes participavam de uma rede de fundos de investimento sob suspeita de fraude.

Crédito Revista Oeste

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