Empresa ligada a lobby de Lulinha faturou R$ 86 mi no governo

O STF investiga a 3Structure It depois de contratos de tecnologia fechados com ministérios petistas

A 3Structure It LTDA, empresa de tecnologia, firmou seis contratos com a administração pública federal totalizando R$ 85,7 milhões, com cinco acordos realizados durante a gestão atual. A Polícia Federal investiga Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por supostamente atuar como lobista para a empresa. O Supremo Tribunal Federal autorizou um inquérito contra Lulinha e seu sócio, Cleber Ribas de Oliveira, por tentativas de obter contratos em estatais.

A empresa de tecnologia 3Structure It Ltda. fechou seis contratos com a administração pública federal que somam R$ 85,7 milhões. A Polícia Federal revela que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuou como lobista para a marca prospectar negócios no setor público. A apuração é do portal Metrópoles.

Cinco dos seis acordos ocorreram durante a atual gestão petista. O Ministério do Desenvolvimento Social assinou dois contratos com a empresa sediada em Florianópolis: um de R$ 42 milhões em 2023 e outro de R$ 19,3 milhões em abril deste ano.

A 3Structure It também obteve repasses da Fundação Nacional de Saúde, do Instituto Nacional de Educação de Surdos e da Telebrás. O Centro Integrado de Telemática do Exército fechou um acordo de R$ 21,8 milhões no final de 2022 e aplicou um aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.

Inquérito no STF e reação da defesa

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito contra Lulinha e o sócio da empresa, Cleber Ribas de Oliveira. A Polícia Federal identificou investidas da dupla para obter contratos na Dataprev e em outras estatais. Este é o segundo inquérito sobre o filho do presidente na Corte.

A defesa de Lulinha negou qualquer ilegalidade nos negócios da firma. “A defesa segue tranquila”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho ao portal Metrópoles, ao ressaltar que não teve acesso aos autos da nova apuração.

Crédito Revista Oeste

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