Marinho diz que Moraes usa Inquérito das Fake News como ‘poder pessoal’

Marinho diz que Moraes usa Inquérito das Fake News como ‘poder pessoal’

Em nota, líder da oposição no Senado classificou reação do ministro como ‘inversão intolerável de valores’ e pediu mobilização no 7 de Setembro

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes contra o colega André Mendonça, ambos do STF. Em nota, Marinho afirmou que Moraes usa o Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, como um instrumento de poder pessoal, questionando a iniciativa contra Mendonça, que investiga o caso Banco Master.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o pedido de investigação apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes contra o colega André Mendonça, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 3, o senador afirmou que Moraes utiliza o Inquérito n° 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, para reagir a investigações que envolvem fatos relacionados ao próprio ministro.

Segundo Marinho, o inquérito, instaurado em 2019, ganhou “limites cada vez mais elásticos”. Para o senador, Moraes transformou a investigação em um mecanismo de atuação pessoal.

“Alexandre de Moraes transforma mais uma vez o Inquérito 4.781, aberto há sete anos e de limites cada vez mais elásticos, em instrumento de poder pessoal”, afirmou.

O senador também questionou a iniciativa contra Mendonça, que conduz apurações relacionadas ao caso Banco Master. O material analisado inclui mensagens e registros de contatos que envolvem Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Marinho fala em inversão de valores

Na avaliação do líder da oposição, o pedido contra Mendonça representa uma “inversão intolerável de valores”. Marinho afirmou que integrantes do STF não devem ficar fora do escrutínio público e institucional.

“Quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria”, declarou.

O senador também criticou a permanência do Inquérito das Fake News e afirmou que nenhum ministro do STF deve utilizar prerrogativas do cargo para reagir contra alguém que conduz uma apuração.

“Usar o Inquérito das Fake News como escudo e instrumento de intimidação não protege o Supremo: corrói sua autoridade e transforma poder sem controle em ameaça ao próprio Estado de Direito”, escreveu.

Na nota, Marinho ainda convocou apoiadores para manifestações previstas para o 7 de Setembro. O senador pediu mobilização pacífica e democrática.

Crédito Revista Oeste

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