Flávio escala Dallagnol para analisar quebra de sigilo de Lula

Flávio escala Dallagnol para analisar quebra de sigilo de Lula

Senador eleito pelo Paraná vai examinar registros fiscais e bancários do petista, segundo a campanha do PL

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, escolheu Deltan Dallagnol (Novo-PR), senador eleito pelo Paraná, para analisar documentos fiscais e bancários relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a familiares e a pessoas próximas do petista.

Segundo nota do grupo enviada a Oeste nesta quinta-feira, 22, o ex-procurador deverá examinar os registros em busca de possíveis inconsistências.

A iniciativa ocorre depois de Lula propor a abertura de dados financeiros e fiscais em um embate com Flávio. O material disponibilizado inclui documentos relacionados ao próprio presidente, à primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A análise também deve abranger informações de outras pessoas citadas no material, conforme a campanha de Flávio.

“A campanha de Flávio Bolsonaro defende que a sociedade brasileira tenha acesso à verdade e que nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos”, diz a nota.

Dallagnol coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato entre 2014 e 2020. A campanha afirma que sua experiência em investigações financeiras o qualifica para examinar extratos e relatório.

Situação eleitoral de Dallagnol segue pendente

Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos, no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Assim, foi eleito senador pelo Paraná, mas sua situação permanece sub judice, à espera de uma decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A candidatura sofre contestação na Justiça Eleitoral por causa de sua saída do Ministério Público Federal, em 2021, enquanto respondia a procedimentos disciplinares. Em 2023, o TSE cassou seu mandato de deputado federal por entender que a exoneração ocorreu para evitar consequências relacionadas à Lei da Ficha Limpa.

Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná autorizou sua candidatura. Na véspera da eleição, porém, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, indeferiu o registro. O presidente da Corte, ministro Nunes Marques, suspendeu essa decisão no dia seguinte e permitiu que os votos fossem computados.

O julgamento do caso em definitivo pelo plenário foi adiado em 8 de outubro, sem nova data.

Confira nota de Flávio na íntegra

“Reconhecido nacionalmente por liderar a Lava Jato, a maior operação anticorrupção da história do país, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, eleito senador da República pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, foi escalado por Flávio Bolsonaro para auditar minuciosamente toda a documentação da quebra dos sigilos entregues por Lula, como também as apresentadas pelo petista em nome do seu filho Lulinha, sua esposa Janja, seu assessor direto Marcola, e demais envolvidos em denúncias de corrupção.

Deltan tem conhecimento sobre os métodos e engrenagens financeiras investigados na Operação Lava Jato, incluindo as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Com anos de experiência na identificação de ocultação de bens, triangulações bancárias e fluxos de caixa dois, Deltan vai analisar cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear as inconsistências.

Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram.

A campanha de Flávio Bolsonaro defende que a sociedade brasileira tenha acesso à verdade e que nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos.”

Crédito Revista Oeste

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