Guilherme Derrite: “Teremos impeachment, não tem diálogo”

Senador eleito participou do Pleno Time nesta quinta-feira

Senador eleito, Guilherme Derrite (PL-SP) afirmou ser favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que o Senado Federal exerça sua prerrogativa de analisar e votar os pedidos contra integrantes da Corte. A declaração foi dada durante participação no programa Pleno Time nesta quinta-feira (8).

– Durante todo o processo [eleitoral], nós fomos questionados sobre isso e publicamente eu sempre deixei muito claro que eu sou favorável a impeachment dos ministros da Suprema Corte. Ninguém está acima da lei – afirmou.

Para Derrite, o primeiro passo para que os processos avancem é eleger um presidente do Senado disposto a pautar os pedidos de impeachment. O senador eleito também declarou que não votará em Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para comandar a Casa.

– Nós temos que ter um presidente do Senado Federal que tem a coragem de pautar impeachment de ministro da Suprema Corte – disse, declarando apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para o posto.

Derrite criticou ainda a existência de pedidos de impeachment que permanecem sem análise no Senado. Ele avalia que a atual relação entre Legislativo e Judiciário também é prejudicada pelo foro por prerrogativa de função, já que ministros do STF podem julgar parlamentares enquanto o Senado tem competência para julgar ministros da Corte em processos de impeachment.

– Se o senador é o responsável por pautar, aprovar e votar impeachment de ministro da Suprema Corte e os ministros da Suprema Corte processam e julgam os senadores, fica aquela promiscuidade entre os poderes – afirmou.

Questionado sobre uma possível tentativa de diálogo entre ministros do STF e senadores do PL, Derrite descartou a possibilidade de negociação e disse não enxergar espaço para um acordo.

– Eu não sei aonde que eles estão achando que vão encontrar diálogo – declarou.

– Quem foi eleito pelo povo tem que fazer o que tem que ser feito – afirmou, em relação à responsabilidade dos senadores.

Crédito Pleno.News

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