Conselho Nacional de Justiça vai julgar desembargador que deixou Lava Jato por elo com Sergio Moro

Conselho Nacional de Justiça vai julgar desembargador que deixou Lava Jato por elo com Sergio Moro
Foto: Mídia Ninja

Marcelo Malucelli responde por três reclamações disciplinares e um pedido de providência; pauta vai ser contemplada em plenário virtual.

Quatros procedimentos contra o desembargador Marcelo Malucelli, ex-relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), entraram na pauta do plenário virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Três reclamações disciplinares e um pedido de providência devem ser apreciados pelo órgão de 24 a 28 junho. 

Dependendo do entendimento do CNJ, Malucelli pode ser alvo de processos administrativos. Em abril do ano passado, em operação da 8ª turma da Corte, da qual ele é presidente, o magistrado proferiu uma decisão controversa. O CNJ deve avaliar se ele agiu para restabelecer uma ordem de prisão contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, acusado de ser operador financeiro da Odebrecht. 

Apesar da acusação do Ministério Público Federal nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal ordenou que o tema ficasse restrito ao tribunal superior. Malucelli nega ter dado a ordem. As reclamações feitas ao CNJ partiram dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Rogério Carvalho (PT-SE) e também de Tacla Duran, que acusa a operação de extorsão.

Além de a decisão sobre a ordem ter partido ou não da caneta de Malucelli, o CNJ vai analisar se a conduta do magistrado teve relação a um elo dele com Sergio Moro. O filho do desembargador, advogado João Malucelli, é namorado da filha mais velha de Moro, Júlia. Para mais, João é sócio do sogro em um escritório de advocacia. 

Em junho do ano passado, Malucelli afirmou desconhecer a sociedade do filho com Moro e estar surpreso, antes, quando tomou conhecimento do fato. Na sequência, ele se declarou suspeito para analisar os recursos de investigados na segunda instância.

De acordo com Malucelli, a sua saída estava relacionada a uma ameaça feita pelo juiz Eduardo Appio, então titular da 13ª Vara Federal Criminal, ao filho. Em primeira instância, os processos da operação tramitam nessa vara. O desembargador afirmou isso em depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça, e o juiz foi afastado.

Source link

compartilhe
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *