CEO da Quaest negociou contrato de R$ 1,8 milhão com o Master

CEO da Quaest negociou contrato de R$ 1,8 milhão com o Master

Mensagens indicam pagamentos mensais de R$ 150 mil; pesquisa do instituto teve erro significativo no primeiro turno presidencial

O CEO da Quaest, Felipe Nunes, negociou uma consultoria estratégica para o Banco Master em um contrato que previa pagamentos de R$ 150 mil mensais durante 12 meses, totalizando R$ 1,8 milhão. 

A negociação foi revelada pelo site Metrópoles nesta quarta-feira (21), com base em mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do banco.

Quaest: Vorcaro deu sinal verde

Em conversa de setembro de 2024, Ana Matos, responsável pelo marketing da instituição financeira, perguntou a Vorcaro se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest. 

Vorcaro respondeu que o negócio havia sido fechado por Augusto e orientou a funcionária a tratar do assunto com ele. Ainda não há confirmação sobre quantas parcelas foram efetivamente pagas. Nunes afirmou que o contato com o banco foi estritamente técnico.

A Quaest também foi alvo de comparações entre pesquisas eleitorais e resultados das urnas. No primeiro turno presidencial de 2026, o levantamento final do instituto, divulgado antes da votação, apontou Lula (PT) com 46% e Flávio Bolsonaro (PL) com 43,7%. O resultado oficial foi diferente: Flávio recebeu 47% dos votos válidos, contra 45,2% de Lula. 

Segundo o levantamento do Hub Político, a Quaest ficou em nono lugar entre 18 institutos na comparação específica da disputa presidencial, com erro de 4,2 pontos percentuais na margem entre os dois candidatos.

Crédito Revista Oeste

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