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Delegação de Israel desiste de ir aos EUA depois de americanos lavarem as mãos em resolução contra Israel; entenda

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou o cancelamento da visita de uma delegação israelense a Washington D.C., nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (25).

O Haaretz relatou que a decisão de motivou pela abstenção dos Estados Unidos durante a votação da resolução de cessar-fogo na Faixa de Gaza até 9 de abril, no Conselho de Segurança da ONU, foi aprovada.

Segundo o jornal israelense, o gabinete de Netanyahu disse em comunicado que a decisão dos EUA de não vetar o texto “prejudica os esforços de guerra” e as tentativas “para libertar os reféns”.

Também afirmou que a aprovação da resolução “oferece ao Hamas a esperança de que a pressão internacional permitirá que” o grupo extremista aceite um cessar-fogo sem soltar os israelenses sequestrados.

A jornalistas, o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, classificou o cancelamento da visita como “decepcionante”. As informações são da Reuters.

“Estamos muito desapontados que eles não virão a Washington D.C. para nos permitir ter uma conversa sobre as alternativas viáveis para que eles entrem em campo em Rafah”, afirmou.

Contexto e Expectativas de Discussão com Autoridades Americanas

A pedido do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma delegação de Israel estava programada para visitar o país. O propósito da viagem era se reunir com autoridades americanas e discutir as operações em Rafah, uma cidade localizada no sul da Faixa de Gaza.

Rafah tornou-se um local de refúgio para os palestinos deslocados de outras áreas desde o início dos conflitos. Em 15 de março, Netanyahu deu luz verde para as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizarem operações na região.

Apesar do cancelamento da visita, altos funcionários dos Estados Unidos ainda planejam se encontrar com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant. Durante essas conversas, espera-se que eles abordem questões como os reféns israelenses, assistência humanitária e a proteção dos civis em Rafah.

Ele também declarou que a decisão do país de se abster na votação na ONU não representa uma mudança na posição política norte-americana. “Não há razão para que isso seja visto como algum tipo de escalada… O motivo de nossa abstenção é que o texto da resolução não condena o Hamas”, disse.

RESOLUÇÃO

Nesta 2ª feira (25.mar), o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que determina um cessar-fogo “imediato” na Faixa de Gaza durante o Ramadã, período sagrado para os muçulmanos que começou em 10 de março e termina em 9 de abril. O documento também pede a libertação “imediata e incondicional de todos os reféns” mantidos pelo Hamas.

Ele recebeu 14 votos a favor, nenhum contrário e uma abstenção dos EUA. Em declaração depois da votação, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, agradeceu aos integrantes do conselho por aceitarem algumas das sugestões norte-americanas para o texto.

Mas ele ponderou, afirmando que “ignoraram algumas questões importantes”, incluindo a solicitação dos EUA para acrescentar uma condenação ao Hamas.

“Não concordamos com tudo na resolução. Por esse motivo, infelizmente, não pudemos votar a favor”, afirmou a diplomata.

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