Magistrado se manifestou depois de a CPI do Crime Organizado indiciar ministros do tribunal, além do procurador-geral da República
Nesta terça-feira, 14, o ministro Flávio Dino disse ser um “gigantesco erro histórico” apontar o Supremo Tribunal Federal (STF) como “o maior problema nacional”.
A declaração ocorreu no Instagram, depois de a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado indiciar ministros do STF e também o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Dino não citou nomes.
No texto, Dino sustentou que o STF e a PGR possuem um “relevante conjunto de decisões judiciais contra o crime organizado no Brasil”.
De acordo com o juiz do STF, ignorar essa atuação e atribuir ao tribunal a responsabilidade por problemas nacionais representa um equívoco.
O magistrado viu “irresponsabilidade” em investigar o crime organizado sem incluir milícias, traficantes, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios e “matadores e pistoleiros”.
Conforme ele, sua condição de magistrado o impede de comentar amplamente o tema, mas registrou “solidariedade pessoal aos colegas alvo de injustiças”.
Relatório divulgado antes de fala de Dino
Mais cedo, a CPI divulgou trechos do relatório final de seus trabalhos.
Relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) indiciou Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O parlamentar atribuiu aos três magistrados crimes de responsabilidade, que poderiam fundamentar pedidos de impeachment.
Vieira argumentou que Moraes e Toffoli agiram “de modo incompatível” com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções devido à relação mantida com o Banco Master.
No caso de Mendes, ele apontou a suspensão de quebras de sigilo da CPI para proteger os colegas, por parte do decano.





