“Não negociamos valores”, destacou
A bancada do Partido Liberal (PL) saiu vitoriosa da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias na Câmara do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (23). A sigla conseguir derrubar emendas apresentadas pelo PSOL que previam ações voltadas ao atendimento de aborto legal nas maternidades municipais e ao financiamento de projetos ligados à população LGBTQIA+.
Três emendas protocoladas pela vereadora Monica Benicio (PSOL) foram derrubadas. As duas primeiras tratavam de ações como apoio ao Grupo Arco-Íris, formação cultural LGBT, escola para pessoas trans, além da reestruturação da Coordenadoria da Diversidade Sexual. Já a terceira emenda previa apoio aos serviços de atendimento em casos de aborto legal nas 13 maternidades municipais.
Na tribuna, o líder do PL Dr. Rogério Amorim classificou as propostas como “jabutis ideológicos” dentro da LDO e questionou o critério da Comissão de Finanças para aceitar as emendas da esquerda enquanto rejeitava propostas da direita, inclusive nas áreas de saúde, fibromialgia, Guarda Municipal e Defesa Civil.
– O PL teve todas as suas emendas negadas. Emendas que falavam sobre plano de cargos e salários da Guarda Municipal, da Defesa Civil, emendas relacionadas à saúde e à defesa da fibromialgia, todas negadas – afirmou um dos parlamentares da bancada.
O ponto mais duro ficou na emenda 120. Para os também opositores Alana Passos, Poubel, Fernando Armelau e Rafael Satiê, a proposta tentava abrir caminho para destinação específica de recursos públicos ao aborto nas maternidades da rede municipal.
– Com tantos problemas na saúde da cidade do Rio de Janeiro, essa Câmara vai destinar dinheiro e verbas especiais ao aborto? – questionou.
No plenário, a leitura foi de vitória política: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) passou, mas sem as emendas que o PL prometia barrar. Para os vereadores da oposição, o recado foi simples: orçamento público não pode virar atalho para impor agenda ideológica.





