Emoji pode comprovar troca de mensagens de Moraes e Vorcaro

Sinal de joinha em mensagens do banqueiro poderia indicar que ministro respondeu ao empresário

Um emoji de “joinha” encontrado em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes se tornou um dos principais pontos de discussão no relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso.

Na defesa apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes afirma que não existe uma única mensagem de sua autoria no material apreendido no celular de Vorcaro e questiona a própria existência de um diálogo entre os dois. A presença do emoji, porém, levantou a dúvida sobre quem o enviou

O relatório da PF reúne 52 mensagens relacionadas a Vorcaro e Moraes. Em algumas das conversas, o banqueiro envia textos ou imagens e, na sequência, aparece o emoji de “joinha”. Como as mensagens enviadas por Moraes utilizavam o recurso de visualização única do WhatsApp, os investigadores não conseguiram acessar o conteúdo que teria sido enviado pelo ministro.

Trecho do relatório com o emoji de joinha Foto: Reprodução/PF

Em uma reportagem, a revista Veja consultou dois técnicos especializados em redes sociais e inteligência artificial. Segundo eles, a posição do emoji nas conversas poderia indicar que o emoji foi enviado por Moraes. Um dos especialistas afirmou que seria “raríssimo” alguém inserir o emoji na própria mensagem de outra pessoa.

Os técnicos também apontaram que, caso a PF tenha acesso à mensagem ativa que contém o emoji, seria possível, em tese, verificar a autoria do envio ao selecionar o próprio elemento dentro da conversa. Essa análise, contudo, depende do acesso ao conteúdo original e dos dados preservados no aparelho.

O emoji aparece em pelo menos uma das conversas registradas no relatório durante novembro de 2025, período em que Vorcaro enfrentava problemas relacionados ao Banco Master.

Em um trecho, o banqueiro envia mensagens e imagens ao contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, enquanto outros elementos da conversa aparecem apagados.

A defesa de Moraes sustenta uma interpretação diferente. O ministro afirma que não há no material nenhuma mensagem textual que possa ser atribuída diretamente a ele e classifica como “ilações absurdas” as conclusões de que teria mantido um diálogo com Vorcaro.

– Não existe diálogo, que pressupõe a existência de dois interlocutores, pois não há uma única mensagem ou bloco de notas com o texto de mensagens do ministro Alexandre de Moraes – afirma a manifestação apresentada ao STF.

Crédito Pleno.News

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