Empresário se diz “laranja” em negócio que pagou ministra do STM nomeada por Lula 

Escritório de Verônica Sterman recebeu R$ 700 mil, conforme depoimento que investiga esquema de lavagem de dinheiro

O proprietário da ACX ITC Serviços de Tecnologia, Ericsson de Azevedo, declarou à Polícia Civil de São Paulo que atuava como “laranja” da empresa, que pagou R$ 700 mil ao escritório da ministra do STM, Verônica Sterman, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, antes de sua nomeação pelo presidente Lula da Silva. A empresa, com capital social superior a R$ 100 milhões, movimentou quase R$ 1 bilhão e é investigada por indícios de envolvimento com tráfico.

O homem registrado como proprietário da empresa ACX ITC Serviços de Tecnologia afirmou à Polícia Civil de São Paulo que atuava como “laranja” da companhia, responsável pelo pagamento de R$ 700 mil ao escritório da atual ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Sterman. A magistrada foi nomeada para o cargo pelo presidente Lula da Silva, em setembro de 2025. 

As informações constam em depoimento e em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ericsson de Azevedo, de 50 anos, declarou em janeiro de 2025 que vendeu seus dados pessoais por R$ 5 mil para a abertura da empresa e recebia R$ 1 mil sempre que precisava assinar documentos.

Empresa movimentou quase R$ 1 bilhão 

A ACX ITC declara capital social superior a R$ 100 milhões e é apontada como integrante de uma rede de mais de 40 empresas ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Relatórios do Coaf apontam que a empresa movimentou R$ 918,3 milhões e apresenta “fortes indícios de envolvimento com recursos oriundos do tráfico”, conforme conclusão da Operação Saturno, da Polícia Civil paulista. O material também informa que a CPMI do INSS investiga movimentações de R$ 39 bilhões atribuídas ao grupo empresarial.

Os R$ 700 mil foram pagos em parcela única ao escritório de Verônica Sterman entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, período em que ela ainda exercia a advocacia, antes de assumir o cargo de ministra do STM. À imprensa, Sterman afirmou que o valor correspondeu à elaboração de três pareceres jurídicos.

Crédito Revista Oeste

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