Nesse mesmo momento de pré-campanha, mas há 4 anos, o petista liderava contra o liberal com margem maior; veja números
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta um desempenho eleitoral mais competitivo em relação a Luiz Inácio Lula da Silva do que seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022, com 42% das intenções de voto contra 46% de Lula. Apesar de críticas internas e especulações sobre sua candidatura, aliados afirmam que a pré-campanha é alvo de descontentamento de setores da direita. Flávio já conta com apoio em cerca de 20 estados, embora tenha perdido o respaldo de alguns partidos.
Em meio a um cenário conturbado de pré-campanha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta desempenho mais competitivo diante de Luiz Inácio Lula da Silva do que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, registrava neste mesmo período em 2022.
De acordo com levantamentos recentes, Lula aparece com 46% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio alcança 42%. Há quatro anos, Lula liderava, com 60% contra 37% do então presidente Jair Bolsonaro.
Críticas e especulações sobre a candidatura de Flávio
Esses dados contestam a visão de que a candidatura de Flávio perdeu força. Aliados avaliam que as principais críticas enfrentadas atualmente vêm de setores da própria direita, e não de adversários tradicionais.
No campo petista, a expectativa é que Flávio ainda possa sofrer desgaste com o filme Dark Horne. Já antigos apoiadores, hoje afastados da campanha, afirmam que a pré-candidatura está desorganizada e sem liderança, alimentando rumores sobre possível troca de candidato, até mesmo por integrantes da equipe de coordenação.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela pré-campanha, afirmou que “tem muita pancada de interesses contrariados”. “Pessoas que falam como se estivessem na campanha, mas não estão”, afirmou.
O nome de Marinho foi citado em especulações sobre uma possível substituição de Flávio na chapa. A estratégia, segundo interlocutores, teria como objetivo desgastá-lo e sugerir que ele agiria contra o candidato.
Na avaliação da equipe de Flávio, uma diferença marcante em relação às campanhas de Jair Bolsonaro é o perfil do candidato. O ex-presidente tinha estilo autossuficiente, que surpreendeu em 2018 e foi repetido em 2022, mas consideram que o cenário atual exige outra abordagem.
Outro fator destacado pela campanha é a amplitude política. Enquanto Jair Bolsonaro possuía cerca de dez palanques estaduais nesta fase em 2022, Flávio já soma apoio em aproximadamente 20 Estados.
O senador perdeu o respaldo de PP e União Brasil, porém o Republicanos ainda discute uma possível aliança formal. Segundo o presidente do partido, Marcos Pereira, uma decisão será tomada até 1º de agosto. O prazo final para fechar alianças é 4 de agosto.





