Segurança pública é a principal preocupação dos eleitores que ainda podem mudar de escolha
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registra 47%, segundo tracking da Gerp Mercadologia divulgado pelo portal Times Brasil.
A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas entre a quinta-feira 15 e a segunda-feira 19, com margem de erro de 2 pontos porcentuais e média móvel de três dias.
Na contagem de votos totais, utilizada pelo instituto para comparar os candidatos, Flávio tem 50%, ante 45% de Lula. Outros 2% afirmam que não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 3% não sabem em quem votar.
Os resultados permaneceram estáveis em relação à medição anterior, realizada entre a quarta-feira 14 e a sexta-feira 16. Segundo o documento da Gerp, a diferença de 6 pontos supera o valor crítico de 3 pontos adotado pelo instituto, que classifica a vantagem como estatisticamente sustentada.

Na série iniciada em 8 de outubro, Flávio oscilou entre 49% e 53% nas intenções de voto totais. Lula variou de 44% a 46% no mesmo período.
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados respondem sem ouvir previamente os nomes dos candidatos, Flávio registra 49%, contra 43% de Lula. Outros 7% não sabem responder, e 1% menciona outras opções.
Desde o início da série, o senador avançou 3 pontos porcentuais nesse indicador, de 46% para 49%. Lula passou de 41% para 43%, variação que permanece dentro da margem de erro. Em relação ao tracking anterior, Flávio subiu 1 ponto, enquanto o presidente manteve o mesmo resultado.
A pesquisa também aponta elevado grau de definição do voto. Entre os eleitores de Flávio, 98% afirmam que a escolha está totalmente decidida. Entre os de Lula, o índice é de 97%. Apenas 2% dos apoiadores do senador e 3% dos eleitores do presidente admitem a possibilidade de mudar de candidato.

O contingente que ainda pode alterar o resultado corresponde a 7% do eleitorado, ou 157 entrevistados. Desse total, 5% não escolheram nenhum dos dois nomes, e 2% dizem que podem mudar o voto. Considerados todos os participantes, 93% declaram ter a escolha definida.
A rejeição permanece maior para Lula, com 49%, ante 46% de Flávio. Os dois índices ficaram estáveis no período, enquanto a desaprovação à Presidência da República alcança 49%.
De acordo com a Gerp, a rejeição de 46% funciona como um limite potencial para o crescimento do senador, uma vez que eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum ficam fora do universo de votos a conquistar. O instituto identifica nos 7% de eleitores ainda em jogo o principal espaço para mudanças.
Propaganda eleitoral e percepção da disputa
A propaganda eleitoral gratuita na televisão alcança 56% dos entrevistados, 3 pontos porcentuais a mais que no levantamento anterior. Outros 41% afirmam não assistir ao conteúdo.

Entre os 1.322 participantes que acompanham a propaganda, 47% consideram a campanha de Flávio a melhor, enquanto 46% preferem a de Lula. A diferença de 1 ponto porcentual está dentro da margem de erro desse grupo.
Na intenção de voto, entretanto, os resultados variam conforme o perfil dos entrevistados. Entre os que assistem à propaganda, Lula tem 50%, ante 47% de Flávio. No grupo de 1.014 pessoas que dizem não acompanhar os programas, o senador aparece com 53%, contra 40% do presidente.
A própria Gerp ressalva que esses números não medem o efeito da propaganda sobre a decisão dos eleitores. Segundo o instituto, quem acompanha os programas tende a ser mais velho, ter maior interesse por política e apresentar uma escolha mais definida.
A percepção sobre o provável vencedor também favorece Flávio. Para 57% dos entrevistados, o senador deve ganhar a eleição, enquanto 37% apostam na vitória de Lula. O indicador permaneceu estável em relação à medição anterior.
Na avaliação sobre o preparo para governar, a diferença é menor: Lula registra 46%, e Flávio, 45%. O senador é apontado como o candidato que mais se destaca na campanha por 43% dos participantes, 2 pontos a mais que no levantamento anterior. Lula aparece com 41%, alta de 3 pontos.
Quanto à capacidade de chamar atenção de maneira positiva, Flávio é citado por 50% dos entrevistados, ante 44% que escolhem o presidente.
Segurança pública lidera preocupações dos indecisos
Entre os eleitores que ainda podem mudar de escolha, a violência e a falta de segurança e policiamento são as principais preocupações, mencionadas por 42% dos entrevistados desse grupo.
A falta de hospitais e postos de saúde aparece em segundo lugar, com 23%, seguida pela escassez de médicos e profissionais de saúde, com 16%. Problemas nas escolas e nos colégios são citados por 15%, enquanto o custo de vida elevado aparece em 14%.
Os recortes demográficos também mostram diferenças no grau de definição do voto. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 12% ainda estão em jogo. Flávio registra 52% das intenções de voto nesse segmento e tem rejeição de 41%. A base é de 99 entrevistas, razão pela qual a Gerp classifica os números como indicativos.
Entre os eleitores sem religião, o contingente de votos em aberto é de 10%. Flávio registra 43% das intenções de voto e rejeição de 50%. Já entre os entrevistados com instrução média, 9% ainda podem mudar de escolha; o senador tem 57% das intenções e rejeição de 38%.
Na direção oposta, os evangélicos e os eleitores das regiões Centro-Oeste e Sul aparecem entre os grupos de maior apoio a Flávio. O senador registra 65% das intenções de voto entre evangélicos, 64% no Centro-Oeste e 62% no Sul.
O levantamento também identifica um recuo entre eleitores com ensino superior. Nesse segmento, Flávio caiu 5 pontos porcentuais, para 50%. Segundo o documento, foi a única queda do período superior ao limiar estatístico adotado pelo instituto para esse grupo.





