AGU foi rejeitado pelo Senado para ser ministro do STF
Nesta quinta-feira, 30, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, consolou o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, rejeitado pelo Senado para uma vaga de ministro do STF.
“A história saberá fazer justiça à sua trajetória, diante do seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e dos relevantes serviços que já prestou às instituições”, escreveu o juiz do STF. “O Brasil ganha em tê-lo onde estiver.”
De acordo com Mendes, Messias “é um dos maiores juristas da história recente do Brasil”. “Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição”, disse o decano.
O Senado Federal exerceu, com a soberania que lhe é própria, sua prerrogativa constitucional de sabatinar e deliberar sobre nomes indicados ao STF — missão centenária que deve ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo. A decisão do Senado deve ser respeitada.…— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) April 30, 2026
Derrota de Messias
Messias teve 42 votos contrários e 34 a favor (eram necessários 41 favoráveis) na sessão plenária, cujo sufrágio ocorreu de forma secreta. O placar desfavorável se deu mesmo com a liberação bilionária de emendas parlamentares e entrega de cargos em agências reguladoras, pelo Palácio do Planalto, a nomes indicados pelos senadores.
O presidente Lula fez ainda trocas na composição da Comissão de Constituição e Justiça para deixá-la “mais governista” na sabatina, em que Messias obteve o apoio de 16 parlamentares, depois de quase oito horas sob escrutínio.





