Paulo Bernardo integrou os governos Lula e Dilma; candidata também recebeu recursos de advogados ligados ao PT
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) recebeu uma doação de R$ 50 mil do ex-marido Paulo Bernardo para financiar sua campanha ao Senado pelo Paraná. O repasse ocorreu em 17 de agosto, segundo dados declarados à Justiça Eleitoral.
Gleisi e Bernardo foram casados durante 21 anos, de 1998 a 2019. O ex-marido da petista ocupou cargos de primeiro escalão em governos do partido: comandou o Ministério do Planejamento durante o segundo mandato de Lula e o Ministério das Comunicações na gestão de Dilma Rousseff.
A doação de Bernardo representa apenas uma parcela dos recursos privados recebidos pela candidata. Além dos R$ 50 mil repassados pelo ex-marido, Gleisi declarou outros R$ 350 mil em contribuições para a campanha.
Advogados ligados a Lula e ao PT estão entre doadores
Entre os financiadores está o advogado Luiz Carlos Rocha, que atuou na defesa de Lula durante o período em que o petista esteve preso. Ele repassou R$ 100 mil à campanha de Gleisi.
Outros três advogados fizeram contribuições de R$ 50 mil cada um. São eles Adriana de França, que trabalha no escritório de Luiz Carlos Rocha; Almir Antonio Fabrício de Carvalho; e André Passos, filiado ao PT.
Gleisi também investiu em sua campanha. A candidata declarou à Justiça Eleitoral uma doação de R$ 50 mil do próprio patrimônio para financiar a disputa por uma cadeira no Senado pelo Paraná.
Gleisi disputa vaga no Senado
Ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais de Lula, Gleisi deixou o primeiro escalão do governo para concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A petista também presidiu nacionalmente o partido.





