Moraes barra pedido de Flávio para PF ouvir Lula sobre Maduro

Ministro afirmou que cabe à Polícia Federal conduzir as diligências e que Flávio não pode direcionar a apuração

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que a Polícia Federal (PF) ouça o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uma reunião realizada após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Em decisão divulgada na manhã desta terça-feira (16/6), o ministro afirmou que o inquérito contra o senador, que apura uma suposta calúnia contra Lula, ainda está em fase de investigação e que cabe à PF conduzir as diligências.

“Assim, a investigação criminal possui como finalidade precípua fornecer ao órgão acusatório os elementos necessários à formação da opinio delicti, cabendo a este avaliar a suficiência do acervo informativo para eventual adoção das providências legais pertinentes”, escreveu Moraes.

O ministro prosseguiu: “Portanto, não se revela cabível, na presente fase investigatória, o acolhimento dos requerimentos formulados por Flávio Nantes Bolsonaro, pois implicam no direcionamento ou interferência na condução da investigação, não cabendo ao investigado pretender pautar a atividade investigativa”.

O senador é investigado por suposta calúnia contra Lula após comentar, no X, uma reportagem do colunista do Metrópoles Igor Gadelha que relatava a convocação de uma reunião de emergência pelo governo brasileiro após a prisão de Maduro.

Oitivas

Flávio apresentou o pedido após a PF rejeitar diligências solicitadas pela defesa dele para tentar demonstrar que ele não agiu com a intenção de atribuir falsamente crimes a Lula.

Além do petista, o senador queria que a PF ouvisse a líder opositora venezuelana María Corina Machado, o procurador norte-americano Walter Clayton III e o colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo.

A defesa também requereu as oitivas do senador Sergio Moro (União-PR), do ex-procurador Deltan Dallagnol, dos ex-marqueteiros João Santana e Mônica Moura e do ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas.

Crédito Metrópoles

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