Criminalista mineiro Sérgio Leonardo assumiu sozinho a defesa do ex-banqueiro e busca avançar em colaboração premiada com a PGR
O advogado criminalista Sérgio Leonardo assumiu sozinho a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nas investigações referentes ao Banco Master. A mudança ocorreu depois da saída de José Luis Oliveira Lima da equipe responsável pelas negociações de colaboração premiada.
Em nota, Sérgio Leonardo informou que o principal objetivo da nova estratégia jurídica é “costurar um bom acordo de colaboração premiada para o cliente”. O criminalista classificou a atuação no caso como o maior desafio de sua carreira profissional.
As tratativas vinham sendo conduzidas em conjunto pelos dois advogados, mas a Polícia Federal (PF) recusou os termos apresentados inicialmente. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizou disposição para manter as negociações, embora Juca tenha optado por deixar a defesa.
Nos bastidores, a relação entre José Luis Oliveira Lima e o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, já era considerada desgastada. Integrantes da PF e o próprio magistrado demonstraram irritação com a resistência de Vorcaro em apresentar informações que já eram de conhecimento das autoridades.
Com a mudança na defesa, Sérgio Leonardo tenta reiniciar as conversas em torno da colaboração. Entre as hipóteses discutidas nas negociações estava a devolução de valores estimados entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões. Ainda assim, os primeiros movimentos da nova rodada de conversas não empolgaram parte das autoridades envolvidas no caso.
Mendonça tem afirmado que não aceitará “seletividade” no fornecimento de informações e que não pretende homologar eventual delação sem elementos considerados “concretos, robustos e novos”.





