Parecer da Procuradoria rejeita recursos por cassação de Moro no TSE

Parecer da Procuradoria rejeita recursos por cassação de Moro no TSE

Recurso por cassação de Moro no TSE teve parecer contrário emitido pela Procuradoria-Geral Eleitoral.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) emitiu parecer contrário aos recursos encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela cassação do senador Sergio Moro (União-PR) por suposto abuso de poder econômico na pré-campanha eleitoral de 2022, quando o ex-juiz da Lava Jato venceu a eleição ao Senado.

Após absolvição no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) pelo placar de 5 a 2, em abril, os autores da denúncia, PL e a Federação PT-PV-PCdoB, protocolaram os recursos contra decisão da Corte regional no TSE.

Na última quinta-feira (2), distribuíram o processo em Brasília, atribuindo a relatoria ao ministro Floriano Azevedo Marques, que encaminhou o caso para parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral.

“Não há indicativos seguros de que houve desvio ou omissão de recursos e tampouco intencional simulação de lançamento de candidatura ao cargo de presidente com pretensão de disputa senatorial no Paraná. Também inexiste comprovação de excesso ao teto de gastos na pré-campanha (fase sequer regulamentada), inclusive se adotado o precedente de 10% do teto de campanha”, aponta o parecer assinado na terça-feira (7) pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa.

Além disso, ele recomenda que os ministros do TSE evitem interferir no resultado das urnas ao analisar o caso do Senado no Paraná, onde Moro conquistou 1,9 milhão de votos. Ele justifica isso com a falta de precedentes no processo e a ausência de provas para a tese do “downgrade,” que considera a soma dos gastos de Moro na pré-campanha presidencial entre novembro de 2021 e março de 2022 pelo Podemos, além da campanha para o Senado após sua mudança para o União Brasil.

“As circunstâncias particulares do caso concreto, a anomia legislativa, a realização de gastos por meio dos partidos políticos na forma do art. 36-A da Lei nº 9.504/97 e o ineditismo da matéria a ser examinada pelo TSE recomendam uma postura de menor interferência na escolha soberana das urnas, circunstância que somente poderia ser refutada no caso de prova robusta, clara e convincente do ato abusivo”, afirma Barbosa.

A Procuradoria-Geral Eleitoral encaminhou o parecer ao ministro Floriano Azevedo Marques, que iniciará o julgamento de Moro no TSE com seu voto como relator, podendo ou não concordar com a posição do Ministério Público Eleitoral. O TSE, sob a presidência de Alexandre de Moraes até 3 de junho, ainda não definiu a data da sessão para análise do caso.

No julgamento no Paraná, o desembargador-relator Luciano Carrasco Falavinha foi contra o entendimento do MP do estado e votou pela absolvição de Moro, seguido pela maioria dos juízes eleitorais da Corte regional.

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