Presidente do Solidariedade acusa os 3 ministros de crimes de responsabilidade e cita suspeitas relacionadas ao Banco Master
O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) apresentou três denúncias ao Senado com pedidos de impeachment contra os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar acusa os magistrados de crimes de responsabilidade e pede o prosseguimento dos processos, com o consequente afastamento dos cargos.
Dirigidos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), os documentos estão datados de 24 de setembro de 2026. As denúncias citam suspeitas relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre a condução de investigações no Supremo.
No pedido contra Mendonça, Paulinho acusa o ministro de atuar com parcialidade e direcionamento político e eleitoral. Segundo o deputado, o magistrado teria criado situações processuais para favorecer o grupo político com o qual mantém ligação.
O parlamentar também reproduz críticas de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes à atuação de Mendonça. As manifestações integram sua argumentação para pedir a abertura do processo de impeachment.
A denúncia contra Mendonça
Paulinho questiona as relações do Instituto Iter, fundado por Mendonça, com o empresário Lucas Prado Kallas. A denúncia menciona um aporte de R$ 5,2 milhões da Cedro Participações por meio de um empréstimo que poderia ser convertido em participação societária.
Na avaliação de Paulinho, Mendonça adotou critérios diferentes ao tratar de suspeitas que envolvem Moraes e de informações relacionadas a outros ministros.
Pedido contra Kassio menciona filho do ministro e contrato de R$ 427 milhões
Na denúncia contra Nunes Marques, Paulinho reproduz mensagens que, segundo sua argumentação, relacionam Vorcaro, o desembargador Newton Ramos e pessoas próximas ao ministro.
O parlamentar menciona um suposto pagamento de R$ 500 mil a Kevin Marques, filho de Kassio, e um contrato de R$ 427 milhões associado ao grupo chamado de “Turma do KN”.
Segundo a denúncia, o contrato previa honorários ao escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, de Camilla Ramos, mulher do desembargador, em caso de vitória em 12 processos sobre precatórios de interesse de Vorcaro.
Mensagens entre Rodrigo Fux e Vorcaro fundamentam terceira denúncia
No pedido contra Fux, Paulinho cita mensagens entre Rodrigo Fux, filho do ministro, e o próprio Vorcaro. O documento reproduz conversas sobre encontros, convites e o envio de material relacionado a um julgamento sobre precatórios da Agro Industrial Tabu.
O deputado questiona a participação de Fux em julgamentos de interesse do Banco Master diante da proximidade que atribui ao filho do magistrado com o banqueiro.
A denúncia invoca trechos da Lei nº 1.079/1950 relativos a julgamento em situação de suspeição e a conduta incompatível com a honra, a dignidade e o decoro das funções.
Nos três pedidos, Paulinho contrapõe as suspeitas à investigação que envolve Moraes, que considera marcada por direcionamento político e ideológico.





